Holt diz que Hanneman era um cara especial e que ser seu substituto "significou muito"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 23 de dezembro de 2021
O guitarrista Gary Holt, que faz parte do Exodus desde 1982, pode se orgulhar por ter tocado em outro gigante do thrash metal: o Slayer. Gary dividiu as guitarras com Kerry King durante quase uma década, mais precisamente, de 2011 até 30 de novembro de 2019, quando o quarteto realizou seu último show.
O caminho do Slayer se cruzou com o caminho de Gary por conta de uma circunstância ruim: Jeff Hanneman, guitarrista original da banda, foi picado por uma aranha e sofreu uma lesão séria no braço, que o impediu de tocar por um tempo. A substituição seria coisa rápida, mas se prolongou por muitos anos, pois Jeff faleceu em 2013.
Gary, que desde o fim do Slayer se dedica exclusivamente ao Exodus, falou sobre Jeff Hanneman durante recente entrevista concedida ao site Brave Words, conduzida por Tim Henderson.
"Antigamente, eu e Jeff saíamos muito juntos. Naqueles primeiros dias, nas primeiras turnês. Ele realmente era um cara muito especial. Ser o seu substituto significou muito para mim, e era para ser uma coisa de curto prazo, alguns meses talvez, uma turnê ou duas. Eu tinha seu selo de aprovação nisso porque, de acordo com a sua esposa Catherine, ele ficou chateado no início quando descobriu a banda ia usar um substituto, e então ele perguntou quem era e ela respondeu que era eu. Então, ela disse que a resposta dele foi, ‘Porra, sim!’, então, isso significa tudo para mim. É uma das melhores lembranças de Jeff que terei e não estava lá para isso. Só de saber que ele estava animado com isso. Nós saíamos muito naquela época e bebíamos muito, obviamente. Nós nos divertíamos muito", disse Holt.
Enquanto foi integrante do Slayer, Gary Holt gravou apenas um álbum de estúdio, "Repentless", lançado em 2015. Se não tocou muito em estúdio, o guitarrista não teve muito descanso nos palcos, já que fez muitos shows com a banda. E ele teve que aprender algumas músicas do zero, como revelou em outro trecho da conversa.
"No primeiro ensaio que fiz, toquei 17 músicas. Só trabalhei em casa. Eles me deram uma boa quantidade de tempo, eles me deram mais tempo do que [deram para] Phil Demmel [ex-guitarrista do Machine Head] teve quando ele teve que me substituir, aquele pobre coitado . Mas entrei no Slayer sem saber nenhuma das músicas. Quer dizer, eu conhecia algumas músicas, mas havia uma parte do material com a qual não estava familiarizado. Eu tinha ouvido, mas não tinha mergulhado de cabeça como um fã faria, e não que eu não fosse um fã, porque era. Mas fã comum na rua pode cantarolar todas as partes de guitarra de ‘At Dawn They Sleep’ [faixa de ‘Hell Awaits’, segundo disco da banda, lançado em 1985]. Eu não conseguia, então, tive que aprender muito sobre essas coisas do zero".
Felizmente, Gary cumpriu muito bem seu papel como guitarrista do Slayer, função que ele se orgulha de ter desempenhado.
O disco de estúdio mais recente do Exodus é "Persona Non Grata", lançado dia 19 de novembro. Para mais detalhes sobre o trabalho, confira a matéria abaixo.
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