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Psicodella lança seu segundo álbum, "Cada Vez Mais", pesado, melódico e objetivo

Por Júlio Verdi
Postado em 11 de janeiro de 2022

Dizem que o segundo álbum de uma banda é uma prova de fogo. Principalmente se o primeiro lançamento for um ótimo álbum. Seu sucessor sempre terá comparações, além de ser pedra fundamental para uma carreira duradoura e prolífera. É assim que o Psicodella, banda de São José do Rio Preto/SP, apresenta ao mundo "Cada Vez Mais", seu segundo trabalho. Lançado na virada de 2021 para 2022, e concebido cinco anos após seu debut, o álbum teve a produção a cargo do estúdio Mr. Som, de São Paulo, capitaneado por Marcelo Pompeu (diretor do estúdio e vocalista da decana banda paulistana Korzus), que aliás assina e participa com vocalização em duas faixas de "Cada Vez Mais". A mixagem e masterização ficou por conta de Heros Trench (também do Mr. Som e também do Korzus). O álbum teve ainda a participação especial de Gabriel Martins (da banda Matilha), na faixa "Só na Curtição".

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Assim, Walter Poletti (guitarras) e Anie Doná (vocal) se juntaram a Fábio Almeida (baixo, que já tocou com grandes nomes da música brasileira) e Japinha (bateria, ex-CPM22) para gravar as faixas de "Cada Vez Mais", e adentram 2022 com um novo álbum forte, com 8 músicas muito bem arranjadas e produzidas, com um toque, ao mesmo tempo, de mais polidez e peso ao seu tradicional hard-rock com nuances de pop-rock.

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Em geral "Cada Vez Mais" se mostra mais direto e pesado que o primeiro álbum. Os instrumentos mais na cara e os vocais de Anie se mostram mais intensos. A atuação de timbres e efeitos aproximaram a sonoridade de algo mais metal em alguns momentos.

"Pra Viver" abre com cara de hit. Timbres pesados e limpos. Hard deliciosamente pegajoso. Backings muito bem descolados do Pompeu. "Só na Curtição", abrindo com refrão seco e direto, com bom groove. Liricamente, um espírito de Golpe de Estada (a banda) no ar. "Se é Amor" tem uns efeitos vintage bem sacados no começo. Coloca os pés no pop-rock, em termos de arranjo de andamento e cordas. O momento radiofônico do álbum.

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"Noites Longas" com cheirão lindo de Van Halen, cadência perspicaz entre rifferama e cozinha. A presença dos backings dão um toque de suavidade nas harmonias vocais. "Tudo que Sonhei" abre numa toada rápida, numa pegada massa da batera. Licks nas estrofes remetem a alguma solução de AC/DC (paixão do Walter). Grande faixa, melódica e pesada.

"Cada Vez Mais", a faixa título, a síntese do álbum, peso e melodia convivendo em harmonia. Talvez o momento mais hard-clássico do álbum. Baixão na cara e solo de guitarra cativante. Mais uma candidata a hit.

"Se Acaso eu Voltar" – Talvez o momento mais pesado do álbum. Abraçando o metal, baixo e riffs pesados e transpirando efeitos. Uma variação agressiva inclusive nos vocais do refrão.

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E com "Sei", mais peso pra fechar o disco. Camadas de guitarras se enroscando, efeitos harmônicos de voz e os fraseados de guitas nas estrofes. Uma linha de voz bem intensa e dramática. Novamente com Pompeu encorpando (da maneira Korzus de ser) os backings.

Assim, e fazendo uso de um não tão infame trocadilho, o Psicodella segue "cada vez mais" focado em sua jornada para tornar-se uma banda "cada vez mais" apreciada no cenário rock do Brasil (e de fora dele). Com um novo e forte trabalho debaixo dos braços, a banda mostra-se pronta, amadurecida e motivada pra desbravar novos caminhos, novos rumos, novos nichos de público. A missão a partir de agora é só colher os frutos.

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O Ready conversou com o guitarrista Walter sobre o novo álbum e os planos da banda para os próximos anos.

Ready to Rock - Dizem que o segundo álbum de uma banda é o mais difícil. Como foi o esquema de composição e arranjos de "Cada Vez Mais" em relação ao primeiro?

Walter Poletti - Não houve, para nós, dificuldade para compor ou gravar o segundo álbum. A boa aceitação do primeiro nos motivou e inspirou a continuar compondo e o caminho foi trilhado naturalmente; algumas faixas desse novo álbum, por exemplo, já tocávamos ao vivo desde o início de 2019. A grande diferença é que, agora, já sabemos bem o que queremos, temos um estilo mais definido e ideias mais sólidas para as faixas e para um álbum em geral.

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RR - Em geral, a sonoridade soa mais cristalina (baixo/guitas/batera), mas soa mais intensa e coesa. Qual a diferença e o que impactou optar em produzir o álbum no estúdio Mr. Som (Marcelo Pompeu)?

WP - É a segunda vez que gravamos no Mr. Som, mas, na primeira vez, a produção foi do Andria Busic (Dr. Sin). Acredito que o maior impacto do Pompeu na produção foi extrair o melhor de cada integrante e nos conduzir a uma sonoridade mais moderna, pesada e, ao mesmo tempo, comercial e "clean". Obviamente, é importante ressaltar que os músicos também acrescentaram muito musicalmente e elevaram o nível das gravações.

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RR - A faixa "Pra Viver" (com direito a videoclipe, divulgada anteriormente, traz inclusive a participação do Pompeu (que também colabora na composição de "Sei"), além do Japinha e Fabio Almeida (em todas as faixas). Como se deu a ideia destas participações?

WP - Durante as sessões, o Pompeu curtiu demais essas faixas e decidiu completar os refrões com algumas respostas; ficou incrível e decidimos mantê-las! O Japinha e o Fabão gravaram bateria e baixo, respectivamente, de TODAS as faixas do álbum. Somos muito gratos pela qualidade e profissionalismo com que realizaram o trabalho.

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RR - Em alguns momentos, como "Se Acaso Eu Voltar" e "Sei", a banda soa bem mais pesada que antes. A relação com Pompeu tem influência nisso?

WP - Não tem influência porque, assim como as demais composições, elas já estavam prontas antes de entrarmos em estúdio, mas, se analisarmos com atenção, algumas faixas do primeiro álbum, como "#nuncaserão" e "Te salvar", também são pesadas e se aproximam do metal.

RR - Anie parecer estar cantando mais alto e com mais intensidade. Foi intencional, para que se encaixasse na aura geral do álbum? Ou uma evolução/transformação natural?

WP - Evolução natural! Nos últimos anos, a intensa agenda de shows – incluindo festivais com grandes nomes da música brasileira – e participações em programas de rádio e TV (como o Programa Raul Gil) trouxeram uma bagagem importante para a Anie. Além disso, ela voltou a estudar e encontrou uma forma de cantar mais intensa/potente, agressiva e, ao mesmo tempo, mais harmônica/melódica.

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RR - Tem alguma música que seria "música de trabalho"? Acho que "Pra Viver" e "Cada Vez Mais" são boas candidatas, não?

WP - "Pra viver" é a primeira; já tem até vídeo clipe rolando. E "Cada vez mais", não por acaso, dá nome ao álbum. Porém, as faixas que já estão nas FMs de todo Brasil e do exterior são "Se é amor" e "Só na curtição".

RR - Algum projeto para vídeo clipe de alguma faixa do álbum?

WP - Os próximos clipes devem ser, exatamente, das faixas mencionadas anteriormente: "Se é amor" (a baladinha do álbum) e "Só na curtição" (que teve participação de Gabriel Martins, vocalista da banda paulistana Mattilha).

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RR - Algum tempo atrás, a banda lançou um clipe da versão de "Piece of My Heart" (Janis Joplin), "Pedaço do Meu Coração", que acabou não entrando no álbum. Seria pela proposta melódica da música que se distanciaria da cara geral do disco?

WP - Na verdade, quando lançamos essa linda versão em português desse clássico eternizado pela Janis Joplin, o álbum já estava pronto e aguardávamos apenas a mixagem/masterização. Como gravamos em outro estúdio, com Chapola na bateria e produção própria, achamos melhor lançá-la como "single" e não vinculá-la ao álbum. Valeu a pena, pois a aceitação do público e da crítica foi incrível!

RR - Nos conte sobre a arte da capa de "Cada Vez Mais".

WP - Quase tudo na PSICODELLA é no tal "do it yourself" (risos). E com a capa não foi diferente. Quem criou a arte foi nossa vocalista Anie Doná e sua irmã Sara. Aliás, foi a Anie quem captou as imagens e editou o clipe da música "Pra viver" – um registro mágico dos nossos momentos em estúdio com tantos músicos de renome da música nacional.

RR - Como o Psicodella enfrentou esses quase dois anos de pandemia longe dos palcos?

WP - Mergulhamos no mundo das redes sociais e alcançamos resultados inimagináveis para uma banda independente do interior de São Paulo: temos músicas em dezenas de FMs e centenas de webrádios do Brasil e do exterior (EUA, AUS, ARG, ITA, ECU, MEX etc); ganhamos mais de 800 inscritos no canal do YouTube, algumas faixas estão próximas dos 10 mil plays e estamos em mais de 200 playlists só no Spotify. Isso sem mencionar entrevistas, participações em programas de rádio e TV etc.; gravamos o segundo álbum, participamos do projeto Autoral vs Autoral 2, Festival GOMAinc. e entramos na coletânea Rock Freeday vol. V ao lado de grandes artistas como Vinny Apice (ex-Black Sabbath e Dio). Por incrível que pareça, foi um período muito produtivo e satisfatório para a PSICODELLA.

RR - Quais as estratégias de distribuição e divulgação para o álbum "Cada Vez Mais"?

WP - Inicialmente, a divulgação continua nas redes sociais (links, clipes) e nas inúmeras rádios/webrádios e TVs parceiras. Em fevereiro, disponibilizaremos o CD para venda (online e em shows).

RR - Fique à vontade para qualquer outra informação da banda e do disco.

WP - "Cada vez mais" é o segundo álbum da PSICODELLA, lançado em 31 de dezembro de 2021: tanto o título quanto a data de lançamento simbolizam o fim e o início de um ciclo na trajetória da banda. Contar com Japinha e Fábio Almeida nas gravações engrandeceu ainda mais o trabalho e agregou tanto profissional quanto pessoalmente à obra. A produção do Pompeu e a mixagem/masterização do Heros também qualificaram as músicas e tornaram mais visível nossa evolução. A participação do Gabriel Martins foi o toque final para uma das músicas mais comerciais do álbum. Esperamos que o público reaja positivamente e sinta todo carinho e dedicação que colocamos em cada nota, em cada arranjo. É um trabalho sólido, ousado e criativo!

Contatos

O álbum "Cada Vez Mais" já está disponível do Open Spotify.

Facebook:
https://www.facebook.com/psicodellaoficial

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Sobre Júlio Verdi

Júlio Verdi, 45 anos, consome rock desde 1981. Já manteve coluna de rock em jornal até 1996, com diversas entrevistas e resenhas. Mantém blogs sobre rock (Ready to Rock e Rock Opinion) e colabora com alguns sites. Em 2013 lançou o livro ¨A HISTÓRIA DO ROCK DE RIO PRETO¨, capa dura, 856 páginas, trazendo 50 de história do estilo na cidade de São José do Rio Preto/SP, com centenas de fotos, mais de 250 bandas, estúdios, bares, lojas, festivais e muitos outros eventos. Curte rock de todas as tendências, em especial heavy metal e thrash metal.

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