Andre Matos: Eloy Casagrande diz que primeiro show com o Maestro "foi uma catástrofe"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 19 de março de 2022
O baterista Eloy Casagrande, que é integrante do Sepultura desde 2011, foi o convidado do episódio 37 da "Doc B-Sides". A série traz depoimentos de pessoas que conviveram com o saudoso Andre Matos, vocalista das bandas Viper, Angra e Shaman, que faleceu em junho de 2019.
Eloy, que tocou na banda de Andre entre 2007 e 2011, relembrou como foi seu primeiro show com o Maestro. A apresentação aconteceu em 2007, quando Eloy tinha apenas 16 anos de idade.
"O meu primeiro show com o Andre foi em Jaú [interior de São Paulo], no ano de 2007, logo após eu ter entrado na banda, né? Naquela época o [álbum] ‘Time To Be Free’ ainda não tinha sido lançado. E eu lembro que a gente teve uma bateria de ensaios muito intensa, a gente ensaiava toda semana, por muitas horas, ensaios constantes, intensos (...). Eu lembro que pra mim era tudo muito novo. Na verdade, eu nunca tinha feito propriamente um show de uma banda ao vivo pra valer. Eu tocava em bandas covers, fazia workshops, naquele momento a minha carreira estava voltada mais pra desenvolver um trabalho solo na bateria. Então, tocar com banda era algo completamente novo pra mim. A gente ensaiou bastante, só que é aquela história, né? Ensaio é ensaio, jogo é jogo, treino é treino, jogo é jogo. E eu lembro que eu fui pro show(...) e na época, eu nem sabia o que era ao certo uma passagem de som", contou o baterista, em trecho do vídeo transcrito por Mateus Ribeiro.
Segundo as palavras do próprio Eloy, o show que poderia ser especial, na verdade foi "uma catástrofe", por vários fatores. "E o show pra mim foi uma catástrofe. Eu lembro que eu não entendi nada que aconteceu, eu estava muito nervoso, então, pelo fato da minha adrenalina também estar muito alta, você entra em uma outra dimensão, você não sabe muito bem o que está acontecendo. Você começa a flutuar, andar em nuvens, não andar em nuvens de estar no paraíso, mas assim, você fica em uma outra realidade. E eu lembro que eu cansei muito durante o show, não estava preparado fisicamente. Como eu disse, você ensaiar é uma coisa, você acha que você está preparado, mas quando você sobre no palco, com o público, com aquela energia do ao vivo, o seu gasto energético é muito maior".
O show gastou tanta energia de Eloy que ele chegou a cogitar a ideia de abandonar a apresentação. "Eu lembro que até cogitei, na metade do show, [a ideia] de parar de tocar. Rolou uma história que no intervalo [do show] eu estava morrendo assim, não tinha preparação pra isso, nem muscular, nem física. Eu saí do palco e eu fui falar com o pessoal da banda, falei ‘Galera, não estou aguentando, vamos cortar algumas músicas, acho que não vai dar’. Aí o pessoal [falou] ‘Não, não, insiste, insiste’. Eu lembro que foi um show extremamente difícil, de realmente ter cãibras, dores, não conseguir mais segurar a baqueta, perder a força por completo".
Apesar de todas as dificuldades, Eloy conseguiu segurar o rojão e de quebra, parece ter agradados os exigentes fãs. "Terminei o show, aparentemente os fãs gostaram. Eu lembro que os fãs do Andre eram sempre muito preciosistas, detalhistas, assim mesmo como o próprio Andre, então acho que os fãs seguiam na mesma linha (...). E eu lembro que os fãs gostaram, aparentemente, mas pra mim foi um show assim que não rolou muito, não estava à vontade. O peso de assumir aquele posto foi colocado nas minhas costas naquele momento e eu de certa forma não consegui segurar isso, deixei bem exposta essa responsabilidade".
O vídeo, que conta com mais relatos da passagem de Eloy pela banda, pode ser assistido no player a seguir.
Felizmente, Eloy não se deixou levar pelos obstáculos do primeiro show e continuou sua carreira. O músico, que entrou no Sepultura em 2011, gravou quatro álbuns com a banda: "The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart" (2013), "Machine Messiah" (2017), "Quadra" (2020) e "SepulQuarta" (2021).
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