Por que Jimmy resolveu montar o Matanza Ritual, que toca músicas do Matanza
Por Igor Miranda
Postado em 16 de março de 2022
O Matanza realizou seu último show em 2018. Um ano depois, o vocalista Jimmy London anunciou um projeto próprio, o Matanza Ritual, onde toca músicas de sua antiga banda com instrumentistas conhecidos do metal brasileiro: Antonio Araujo (Korzus) na guitarra, Felipe Andreoli (Angra) no baixo e Amilcar Christófaro (Torture Squad) na bateria.
Por que Jimmy montou um novo projeto tocando as antigas músicas do Matanza logo após o fim da banda em si? Em entrevista ao canal IgorMiranda.com.br no YouTube (vídeo completo ao fim do texto), o próprio cantor explicou que sente necessidade de apresentar as canções de sua carreira no palco como um "exorcismo" – não à toa, o projeto acrescenta a palavra "Ritual" ao nome.
"O show do Matanza é, por definição, uma grande diversão, porque ele funciona como um exorcismo, tipo vomitar demônios. Nunca tivemos pretensão de fazer algo muito virtuoso ou complexo, nunca tivemos grandes pretensões artísticas, de mudar cabeça de ninguém ou de explodir alguma coisa, mas de ser mesmo um ritual. O nome vem daí: de ser um ritual de exorcismo, de vomitar demônios, desopilar o fígado, botar pra fora, chegar no fim de semana e deixar a porradaria comer. Isso pra mim é incrivelmente importante, eu preciso desses rituais de exorcismo, e por isso estou muito ansioso pra fazer esses shows", afirmou.
As apresentações às quais o vocalista se refere fazem parte da primeira turnê do Matanza Ritual, que percorre o Brasil entre março e maio. A agenda pode ser conferida aqui.
"Um acordo muito sério"
Ciente de que os shows exercem uma função muito importante em sua vida, Jimmy London quis assegurar que os outros músicos do Matanza Ritual compreendessem tal situação. O vocalista disse que montou o projeto com instrumentistas não só competentes no que fazem, como também legais de se conviver e dispostos a se divertir com as apresentações.
"A gente fez um acordo muito sério entre a gente, que a coisa mais séria que deveríamos levar em consideração nessa turnê era que todo mundo se divertisse muito. Por que digo isso? Porque tenho as melhores lembranças possíveis dos meus shows, dos meus 22 anos de Matanza, de tudo o que o Matanza foi até terminar. Tenho muito orgulho de tudo o que fiz lá, muito orgulho da trajetória do Matanza", declarou.
Ele completou: "Acho que (o Matanza) foi realmente transformar uma coisa que tinha tudo pra não rolar em uma coisa que rolou de forma bem legal. Em 22 anos de banda, você vai ter muita gente falando um monte de coisa, mas foram 22 anos sem nenhuma história de estresse escroto, sem deixar cagada na estrada, com contratantes, com público... tenho muito orgulho de ter feito isso de uma maneira muito ética, com uma ética de trabalho, uma ética profissional que acho muito legal de ser respeitada".
A entrevista completa pode ser assistida no player de vídeo a seguir. Na ocasião, Jimmy também revelou outros detalhes a respeito do Matanza Ritual, adiantando que o projeto também lançará músicas inéditas, e fez uma discografia comentada do Matanza.
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