Accept: tentando não se repetir em "Blind Rage" (vídeo)
Por Tchelo Emerson
Postado em 11 de abril de 2022
O canal Metal Musikast está publicando uma série especial com resenhas em vídeo de todos os álbuns da banda Accept. Semelhante ao que é feito com músicas e letras do Iron Maiden no especial "Explicando Iron Maiden - Senjutsu", a série traz comentários, curiosidades e análises de cada álbum da grande banda alemã.
O vídeo inédito fala sobre o álbum "Blind Rage", lançado em 15 de agosto de 2014.
Você pode ver o vídeo completo no player a seguir.
Depois do retorno com o excelente álbum "Blood of the Nations", aclamado por crítica e público, e a manutenção dos mesmo padrões para o álbum seguinte, "Stalingrad", a banda Accept resolveu fazer algumas pequenas mudanças na abordagem sonora para o próximo disco.
Ao invés de compor e gravar com muita pressa, como foi feito em "Stalingrad", desta vez os principais compositores, Wolf Hoffmann (guitarrista) e Peter Baltes (baixista), resolveram dedicar mais tempo à composição e à pré-produção. No total, a banda trabalhou por 8 meses antes de entrar em estúdio para a gravação.
A mudança de atitude fez com que as composições ficassem mais trabalhadas e maduras.
Dessa forma, a influência do produtor Andy Sneap foi um tanto menor dessa vez. Nos dois álbuns anteriores, a banda confiou nas decisões do produtor inglês para direcionar a sonoridade do Accept, de modo a se inserir no cenário contemporâneo da música pesada mundial.
Wolf Hoffmann disse: "Quanto à produção, não há tanta orientação de Andy [Sneap] acontecento".
Uma possível consequência dessas mudanças é que a banda resolveu compor músicas mais melódicas para "Blind Rage".
A capa e o título não possuem qualquer significado mais profundo, sendo apenas uma expressão adequada para um disco de heavy metal, segundo os próprios membros da banda.
O álbum abre com "Stampede", mais uma faixa inicial forte. Atenção para o ótimo riff de guitarras (lembrando que Herman Frank fazia dupla com Wolf Hoffmann) e para os bumbo duplo de Stefan Schwartzmann.
"Dying Breed" apresenta melodias obscuras e densas.
"Dark Side of my Heart" fala sobre o conflito pessoal interno entre os lados bom e mau da personalidade humana.
Musicalmente, trata-se de uma das músicas mais melódicas do álbum, nos remetendo à sonoridade oitentista do Accept. Excelente.
"Fall of the Empire" é uma música épica, com vocais dramáticos de Mark Tornillo.
"Trail of Tears" traz aquele heavy metal tradicional com riffs nervosos, no melhor estilo Judas Priest na fase "Painkiller".
"Wanna be Free" é uma ótima música, com letra de viés social com sonoridade mais melódica que pode ser até mesmo chamada de pop metal.
"200 years" é um dos destaques, com excelente refrão. A letra trata da hipótese em que a humanidade fosse extinta e a Terra fosse visitada após 200 anos da extinção.
"Bloodbath Mastermind" e "From Ashes We Rise" mantém o alto nível do álbum.
"The Curse" é outra faixa épica, com melodias vocais que deixam perceber toda influência que o Accept tem da banda Rainbow.
O álbum fecha com "Final Journey", uma das melhores, um excelente heavy/speed metal.
A nota lamentável é que no dia 28 de dezembro de 2014 Herman Frank e Stefan Schwartzmann anunciaram que estavam deixando a banda, sendo substituídos por Uwe Lulis (ex-Grave Digger) e Christopher Willians, respectivamente.
Você pode ver o vídeo completo no player a seguir.
O vídeo é o décimo quarto da série chamada "ACCEPT - DISCOGRAFIA COMENTADA", que vai abordar curiosidades sobre todos os álbuns da banda que desbravou a cena musical dos anos 70 e 80 para inaugurar um circuito para o heavy metal na Alemanha.
METAL MUSIKAST no Youtube é um novo canal para os fãs de metal encontrarem muita informação e histórias sobre as principais bandas de várias vertentes do metal.
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