Fernanda Lira faz post com pura emoção às vésperas da aguardada volta aos shows
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de maio de 2022
A baixista e vocalista Fernanda Lira, da Crypta, utilizou suas redes sociais para comentar o quanto está emocionada de finalmente voltar aos palcos depois da pandemia de covid-19. Segundo a artista, esse período conturbado prejudicou sua saúde mental, mas agora está pronta para cair na estrada novamente e mostrar ao público sua arte. Confira o post abaixo.
"Esses dias li uma frase que era mais ou menos assim: ‘todo mundo fala do quanto é difícil viver de arte, mas poucos falam do quanto é difícil pro artista viver sem arte’. Essa frase me pegou de jeito, é muito verdade. Amanhã volto finalmente à rotina de shows e turnês. Sim, demoramos pra voltar por escolha da banda mesmo, negamos diversas oportunidades, para voltar apenas quando a maioria dos países já tivesse acesso a todas as doses disponíveis de vacina e quando os números relacionados à covid estivessem mais brandos.
Por isso, fiquei quase dois anos e meio longe da minha arte preferida, que é a performance ao vivo nas turnês. Compor, resolver coisas da banda, planejar o futuro é tudo muito bom. Mas nada substitui o ao vivo. O palco sempre foi o clímax pra mim, o motivo para todo o meu corre.
Quanto estava mal após minha troca de bandas e no pico do transtorno de ansiedade, cheguei a, no auge da minha dor, questionar se eu era feita pra música. A distância dos palcos só me confirmou que sim.
Ficar longe do palco mexeu com minha saúde mental (ansiedade foi às alturas porque nada substitui a descarga de adrenalina e prazer de se estar no palco), com meu coração (ficar sem o contato com os fãs, sem o olhar no olho, sem a entrega e a troca me deixaram muito triste), e meu corpo físico (a falta do exercício q passei mais de 10 anos fazendo me trouxe contraturas musculares porque os músculos meio que enfraqueceram, deram uma definhadinha, tive q fazer fisioterapia pra escápula e para epicondilite). Mas mexeu mais que tudo com a minha alma. De alguma maneira eu sinto que eu pertenço ao palco, à estrada, às pessoas, ao mundo, e ficar impossibilitada de fazer isso me fez sentir como se um pedaço da minha vida e de mim estivesse faltando. Eu quero fazer isso até quando minha mente e meu corpo aguentarem.
Que amanhã seja o começo do resto da minha vida nos palcos, de preferência sem mais pragas bíblicas pra fazer tudo parar de novo kkkkkk. Que saudade de vocês! E que sorte de quem ver os primeiros shows, imaginem a energia de mais de dois anos sem tour que tá estocada aqui? Hahaha".
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