Andreas Kisser diz que mídia tratou diferente morte em show do Sepultura e no Carnaval
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de junho de 2022
No carnaval de 2022, a menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, morreu após ser prensada por um carro alegórico no Rio de Janeiro. Já em 1991, o Sepultura tocou para milhares de pessoas na Praça Charles Miller e uma pessoa também faleceu.
Para Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, a mídia brasileira deu tratamento diferente a esses dois episódios. O episódio foi comentado pelo guitarrista em entrevista ao podcast Batendo Cabeça, da Roadie Crew.
No começo, Kisser relembrou a ocasião em que tocou na Charles Miller e disse que todos culparam a música pela confusão que aconteceu e não a falta de organização.
"Foi muito legal quando tocamos para 50 mil pessoas na Praça Charles Miller em São Paulo. O metal brasileiro não tinha chegado nesse nível de interesse popular. A MTV ajudou muito também. Obviamente deu muito problema depois, mostrou que a sociedade não estava pronta para esse tipo de evento. Morreu gente e culparam a música. Nós saímos na turnê depois e nem conseguimos nos defender", disse.
Andreas Kisser explicou que, em sua visão, a mídia não culpou a música em si quando ocorreu a tragédia no carnaval carioca.
"É óbvio que não é a música em si a culpada e sim fatores de falta de organização e segurança. Acontece isso direto no carnaval e ninguém fala porra nenhuma. Imagina a menininha que morreu no desfile esmagada! Se acontecesse em um show de metal ia acabar com tudo! Como foi no carnaval, acontece, segue o jogo", concluiu.
Confira a entrevista completa aqui.
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