Como sertanejo usou elementos do rock para esvaziar regionalismo e ficar mais palatável
Por Gustavo Maiato
Postado em 22 de setembro de 2022
A música sertaneja é profundamente marcada pelo "antes e depois" do chamado sertanejo universitário, que propôs uma reinvenção do gênero mais afastada dos regionalismos sonoros clássicos.

Apesar de serem taxados como o "fim do sertanejo", esses grupos como Victor & Leo utilizaram a estratégia de incorporar elementos do rock – como a bateria mais reta e quase nada de sanfona – para conseguir chegar nos jovens de cidades como Rio e São Paulo.
Em entrevista ao canal Corredor 5, no YouTube, o produtor Dudu Borges, responsável por grandes artistas do gênero, explicou sua estratégia de esvaziar um pouco os traços muito marcantes do sertanejo. Ele citou bandas como Skank e Jota Quest, além do produtor icônico do rock Liminha como fontes de inspiração.
"Fiz o disco do ‘Chora, Me Liga’ e estourou um movimento de música sertaneja no Brasil, só que mais pop. Veio uma geração inteira mais pop. A ideia era tirar um pouco a regionalidade e deixar mais pop, de forma que tocasse no Nordeste, Sul e Sudeste, sem agredir ninguém. Eu sinto o que o povo gosta, tem muita gente que não gostava de sertanejo. Eu sou fã de rock e pop, tipo Jota Quest e Skank. Gosto do produtor Liminha. Eu não gostava daquele sertanejo antigo e se tivesse chance de fazer, queria fazer do meu jeito. Quando comecei a aparecer, deu problema, diziam que eu estava acabando com o segmento. Pelo contrário, estávamos rejuvenescendo e levando para o jovem. O pop e o rock deixaram um buraco de quase 10 anos sem nada novo. Precisava de alguma coisa. Conseguimos misturar em um som popular os elementos do pop e do rock. Depois, até funk, forró etc. Tínhamos essa mente mais aberta", disse.
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