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Radiohead: Thom Yorke relembra depressão e bloqueio entre "Ok Computer" e "Kid A"

Por André Garcia
Postado em 16 de outubro de 2022

O Radiohead foi formado nos anos 80, atraindo os holofotes no começo da década seguinte com o single "Creep" (1992) e seu álbum de estreia "Pablo Honey" (1993). De um dos nomes mais proeminentes do rock alternativo britânico, eles passaram para rockstars com o lançamento de "Ok Computer" (1997), que chegou a ser comparado a discos como "The Dark Side of the Moon" (1973) e "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967).

Foto: Reprodução clipe No Surprises
Foto: Reprodução clipe No Surprises

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Em 2000 a banda ressurgiu com uma nova roupagem eletrônica com "Kid A", novamente um grande sucesso. Entretanto, nesse meio tempo o vocalista Thom Yorke teve dificuldades para lidar com aquela nova realidade, sofrendo com a depressão e bloqueio criativo entre um álbum e outro.

Conforme publicado pela Far Out Magazine, em entrevista de 2000 ele disse: "Eu tive essa visão por um tempo, onde eu estava o tempo todo caindo em alçapões ao esquecimento. Estava rolando lá pelo final do 'Ok Computer'. Eu estava totalmente na m*rda quando aquele ciclo foi encerrado."

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"Quando terminamos a turnê de 'Ok Computer', eu tive um grande bloqueio", contou em outra entrevista no mesmo ano. "Eu basicamente achei que era o fim. Eu achava que jamais seria capaz de fazer qualquer coisa que eu já tinha feito antes novamente. Nós ainda estávamos meio que funcionando, mas eu não tinha fé naquilo."

"Eu estava naquele ciclo sem fim — e estava basicamente sozinho também, por que a gente ficou um tempo sem nos vermos muito. Eu fazia umas ideias e trechos, me arrastando, na verdade. Mas, naquele processo, descobri que havia perdido totalmente a confiança em mim mesmo."

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Mais do que as dificuldades do estrelato, Yorke sofreu com a mudança radical do papel vital que a música tinha em sua vida.

"Eu sempre usei a música como meio de seguir em frente e lidar com as coisas, e eu meio que sentia que a coisa que me ajudava a lidar com as coisas tinha sido vendida pelo lance mais alto — e eu estava apenas fazendo o que tinha que ser feito. Eu não consegui lidar com aquilo. Então ficou tudo dando voltas e voltas por uma eternidade. Não tem esse papo de nós vamos sacudir essa m*rda. Estava mais para 'não consigo mais seguir adiante'."

Se enquanto produzia "Kid A" o vocalista enfrentava o sentimento de ter deixado de ser ele mesmo para se tornar uma marionete, com seu lançamento o problema mudou. Após "Ok Computer", a banda se tornou algo que milhares de pessoas analisavam cada vírgula sobre um microscópio. Era comum que fãs e críticos interpretassem todo tipo de coisa de suas novas músicas, e projetassem sobre a banda (e a responsabilizassem) por coisas que nada tinham a ver com ela.

"Eu me preocupava com o contexto do álbum também", confessou Yorke. "Eu absolutamente não quero ter nada a ver com qualquer sugestão de que nossa decisão de usar alguns instrumentos eletrônicos é algum tipo de estilo de vida. Não é. Você usa um instrumento para te ajudar fazer a coisa que você quer fazer. Nada mais."

"Para mim as pessoas deveriam simplesmente decidir por si mesmas, aí então chegaremos a algum lugar em qualquer sentido. Só isso. Nenhum outro sentimento além disso. Se as pessoas tiverem algum problema com isso, bem, eu não vou ler mesmo… E não vou me desculpar por isso. Você não pode fazer música e ser responsável pelo que as pessoas vão interpretar dela o tempo todo", concluiu.

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Sobre André Garcia

Sou redator e tradutor freelancer e escritor, autor do livro de contos Liber IMP. Ouço rock desde pequeno, leio coisas sobre bandas desde sempre e escrevo sobre ela já tem anos. Cresci como fã de Iron Maiden e paladino do rock, mas já me tratei. Hoje sou fã de nomes como Beatles, David Bowie, The Cure, Kraftwerk e Velvet Underground, e de cenas como a Londres psicodélica, a Nova Iorque proto-punk e a Manchester pós-punk. Escrevo notas e notícias rápidas para o Whiplash.Net visando compartilhar conteúdo relevante sobre música e cultura pop.
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