Haters da Nervosa já falaram na cara? Prika Amaral responde
Por Emanuel Seagal
Postado em 07 de outubro de 2022
O canal Heavy Culture entrevistou Prika Amaral, guitarrista e fundadora da Nervosa, que falou sobre seus primeiros contatos com a música, as dificuldades de ser músico no Brasil, e a curiosidade do público quando a banda surgiu.
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"Começamos tocando, não tínhamos música em lugar nenhum. Nosso primeiro show foi no interior de São Paulo. As pessoas ficavam mais curiosas do que com aquela resistência, ou sentimento estranho. Todo mundo ficava, 'Nossa, deixa eu ver o que vai acontecer.' Era sempre mais nessa onda, de curiosidade", relembrou Prika em trecho da entrevista que pode ser visto abaixo, onde ela comentou sobre o início do legado da Nervosa, que hoje conta com quatro álbuns lançados e contrato com a Napalm Records, uma das principais gravadoras de música pesada no mundo.
O sucesso e ser uma banda composta por mulheres é visto com admiração por muitos fãs, mas também atrai atenção de haters, pessoas que não se contentam em simplesmente ignorar a existência da banda e partem para ataques, sob a proteção do anonimato da Internet. Apesar da existência dessa "minoria barulhenta", Prika diz que ao vivo sempre foi tratada com respeito. "Foi o que eu sempre senti, na Internet todo mundo te ataca, mas quando rola o cara a cara, da gente olhar pro público, eu nunca passei por uma situação de alguém falar merda na minha cara, sabe. Acho que é respeito, se você não gosta, vai embora, não precisa ficar ali enchendo o saco", afirmou.
Um dos entrevistadores questionou como a guitarrista lidaria se um hater viesse importuná-la em um dos shows. "Se acontece uma coisa assim, eu dou risada e faço o cara passar vergonha. A maioria das pessoas que estão ali são nossos fãs, então a pessoa vai passar por uma situação constrangedora pra ela, não pra mim. Eu não preciso fazer nada, posso virar as costas e sair. O próprio pessoal que está em volta vai reagir por mim. Eu mesma não preciso fazer nada. Claro que assim, é muito diferente se o cara chegar a fazer algo mais agressivo; se ele encosta a mão, se o cara faz alguma coisa mais assim, aí já é diferente, aí não sei quanto o meu sangue subiria e qual seria minha reação (risos). Como te falei, a maioria das pessoas que estão em volta estarão ali pra defender a gente, então não precisaria fazer nada", respondeu.
A Nervosa iniciou sua turnê latino-americana em setembro e deve finalizá-la no dia 13 de novembro em São Paulo, onde tocarão ao lado do Arch Enemy e Behemoth.
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