Como o líder do Machine Head quase bateu as botas no dia mais importante da carreira
Por Emanuel Seagal
Postado em 31 de janeiro de 2023
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Robb Flynn, vocalista e guitarrista do Machine Head, conversou com Rich Hobson, da revista Metal Hammer, contou como no dia mais importante da carreira do grupo ele quase foi pro andar de cima.
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O Machine Head foi criado por Robb Flynn em 1991, como um projeto paralelo, tornando-se sua banda principal após ele sair do Vio-Lence. Com uma demo gravada, ele conseguiu atenção da Roadrunner Records, que lançou "Burn My Eyes", o álbum de estreia do grupo. "Na noite que o Machine Head assinou com a Roadrunner tive uma overdose de heroína. Um grande amigo meu teve uma overdose após usar do mesmo lote de heroína ruim que eu e morreu. Alguns dias depois, quando estava no funeral dele, pensei: 'Poderia ter sido eu'. Isso me chocou demais. Foi, tipo, 'O que raios estou fazendo? ' Se as coisas tivessem acontecido de maneira diferente, não haveria Burn My Eyes, nem Davidian, nem nada", afirmou.
Aquele foi um período marcante na vida do músico, porém cujas letras do disco não podem ser recriadas. Ano passado ele disse ao Metal Injection o seguinte: "Escrever músicas como 'Blood For Blood', sobre brigas e violência. Eu estava vendendo drogas, terminei com minha namorada; eu estava saindo com quatro strippers ao mesmo tempo."
Além do período conturbado na vida pessoal de Robb Flynn, o disco de estreia do Machine Head foi influenciado pelo punk. "Quando começamos alugamos uma sala de ensaio que dividíamos com outras sete bandas. Éramos a única banda de metal — as outras eram punks e decoraram literalmente cada centímetro das paredes com clássicos como Discharge e GBH até bandas punk totalmente desconhecidas. Lembro de olhar aqueles flyers o tempo todo, e era uma época do punk realmente político, como o MDC, Millions of Dead Cops. Tudo isso entrou inconscientemente no 'Burn My Eyes.'"
O décimo álbum do Machine Head, "Of Kingdom and Crown", foi lançado em 2022.
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