Robert Trujillo e o abundante arsenal de riffs que o Metallica mantém em estoque
Por Bruce William
Postado em 30 de maio de 2023
Durante conversa com a Guitar World, o baixista do Metallica, Rob Trujillo, refletiu sobre as práticas de composição da banda, especialmente sobre como eles criam e compilam suas ideias de riffs.
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Ao ser perguntado sobre como ele sabe quais riffs os outros membros da banda vão gostar (o que provavelmente era uma pergunta difícil de responder), ele respondeu: "Uma das coisas maravilhosas de estar no Metallica é que não há escassez de ótimas ideias. Nossa bênção também é uma maldição. Temos mais riffs do que sabemos o que fazer. A cada punhado de riffs que obtemos do Kirk, há outros 500 que não ouvimos. Eu posso ter 10 ideias extras para cada uma que eu apresento, coisas que nem são ouvidas. Então, tenho esse arsenal de linhas de baixo e riffs que guardo".
Ele explica que, na verdade, eles tem abundância de material para trabalhar: "E não é que ninguém queira ouvi-los - simplesmente já tínhamos o suficiente. Chega um ponto em que você não precisa de mais nenhum. Todas essas músicas têm muitas ideias legais nelas. 'Suicide & Redemption' do 'Death Magnetic', por exemplo, foi uma linha de baixo que eu tinha há muito tempo e sempre tive o nome do Metallica escrito naquilo".
Quando perguntado se tudo "é uma questão de acumular ideias ao longo de um longo período de tempo", ele disse: "Sim. Lembro-me de tocar aquela com alguns amigos. Em um momento, era o Brooks Wackerman, que toca no Avenged Sevenfold; nós nos encontramos de vez em quando e, ocasionalmente, gravamos algo, e ele disse: 'Oh, espera, que riff é esse? Parece muito legal!' E eu disse: 'Ah, não, isso é para o Metallica!' Eu já sabia que tinha o nome do Metallica nele. O mesmo acontece com aquela passagem pesada, quatro minutos depois em 'You Must Burn!' - eu já a tinha mapeada".
Prossegue Robert: "Eu vinha trabalhando nisso e desenvolvendo porque eu imaginava algo que o Metallica abraçaria. Coisas assim simplesmente acontecem. Você se depara com uma parte ou riff e simplesmente sabe que soará grandioso quando ouvir a banda tocando, com as batidas poderosas do Lars e as guitarras maciças do James. É uma coisa linda estar em uma banda assim, além dos meus sonhos mais loucos, reunindo todos esses riffs para serem tocados por músicos tão incríveis, cada um com sua assinatura própria. Isso é algo especial para mim", diz o baixista. "Mas o assustador da coisa é que sempre há outros 10 riffs que não chegaram à mesa de trabalho, e estão lá, aguardando".
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