O problema do rock nacional nos dias de hoje, na visão de baterista do Barão Vermelho
Por Bruce William
Postado em 15 de maio de 2023
Em 2020 o jornalista Fernando Guifer bateu um papo com Guto Goffi, baterista e fundador do Barão Vermelho. Na conversa, que pode ser vista na íntegra no vídeo abaixo, Guto falou sobre diversos assuntos, incluindo o mercado da música, seu trabalho solo, participação em projeto social, a transição da música analógica para a tecnológica, dentre outros temas.
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Por volta dos 24 minutos, Fernando pergunta para Guto: "Você vivenciou uma geração do rock que era antagonista, questionador, contestador. Vou falar do rock brasileiro em específico, que pelo menos no mainstream é o que a gente tem tido menos visibilidade hoje. Você acha que o rock está muito bunda-mole, o rock nacional, perto do que ele foi na geração de vocês?"
O baterista respondeu: "Eu acho que o rock se acostumou a uma fórmula que, na minha visão, já é ultrapassada um pouco. Aquela coisa da canção toda certinha, com a intro, o A, o B, a ponte, o refrão, volta a intro de novo", diz Guto. "Eu não consigo nunca planejar isso pras minhas músicas, o formato assim parece coisa de montar" explica enquanto gesticula como alguém montando algo manualmente.
"É bacana, mas não estou a fim disto, não estou a fim de montar Lego, não estou a fim de trabalhar com música como se fosse Lego", se referindo ao popular brinquedo de construção em pequenas peças de plástico que se encaixam e permite uma infinidade absurda de combinações. Porém Guto deixa claro que tudo é uma questão de bom senso: "Mas também não quero fazer uma música experimental a ponto das pessoas falarem 'esse cara é um chato!'", explicando que o artista, no fundo, quer ser entendido, que as pessoas se conectem e compreendam aquilo que ele quer passar.

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