O clássico do Oasis em que os irmãos Gallagher colaboraram (por acidente)
Por André Garcia
Postado em 19 de julho de 2023
Dos clássicos do Oasis, quase todos são de autoria de Noel Gallagher. Um deles — um dos maiores — foi, acidentalmente, uma parceria entre os irmãos e desafetos Noel e Liam.
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Os irmãos Gallagher ainda não se davam lá tão mal em fevereiro de 1996, quando "Don't Look Back in Anger" foi lançada como quinto single de seu segundo álbum, "(What's the Story) Morning Glory?". Quando foi gravada, em maio do ano anterior, Noel Gallagher estava compondo na estrada, em turnê ainda promovendo "Definitely Maybe" (1994).
Noel compôs "Don't Look Back in Anger" aos poucos, e durante a maior parte do tempo teve a melodia sem a letra. Na hora do refrão, ele teve dificuldades para encontrar uma letra para a melodia que ele tinha na cabeça.
Conforme publicado pela Far Out Magazine, em entrevista para a Uncut ele relembrou: "Na passagem de som, eu estava dedilhando o violão. Aí nosso garoto [Liam Gallagher] perguntou 'Você está cantando o quê?' Eu nem cantando estava, estava só improvisando [uma melodia vocal]. Eis que nosso garoto disse 'Você está cantando 'So Sally can wait?' E eu pensei: 'Isso é genial!' Então comecei a cantar 'So Sally can wait'."
Em certo momento na produção de What’s the Story Morning Glory, Noel ofereceu a Liam que escolhesse 'Don't Look Back in Anger' ou 'Wonderwall' para ele cantar. O vocalista escolheu a segunda. Era uma win-win situation, era ganhar ou ganhar. Ambas entraram para o rol de maiores canções do pop britânico noventista, e embalaram estádios lotados por todo o mundo.
O momento em que Noel sentiu que o Oasis podia chegar longe
Conforme publicado pela Ultimate Classic Rock, em entrevista para a BBC Radio 2, Noel recordou o momento em que sentiu que o Oasis podia chegar longe: "Eu estava só sentado, tocando guitarra. Lembro de quando nosso garoto [Liam Gallagher] disse: 'Pô, vamos tocar uma das suas [músicas]. O que você tem aí?' Você já tem umas músicas mesmo.' Eu fiquei, tipo, 'Se eu vou tocar isso, então você toca de tal jeito, você faz tal batida…' E aí foi um momento de explosão. Porque, quando você ouve suas próprias músicas pela primeira vez, tocadas por outras pessoas, é impressionante. Eu lembro de ter sido um momento de arrepiar a nuca, 'Isso soa ótimo!' A partir daquele momento, eu fiquei obcecado [por compor], e estou até hoje."
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