Renato Russo fazia questão de remunerar bem os músicos que acompanhavam o Legião Urbana
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de outubro de 2023
A Legião Urbana experimentou um grande sucesso entre o início dos anos 1980 e final dos 1990, com hits como "Faroeste Caboclo" e "Pais e Filhos" catapultando a banda ao estrelato. Essa realidade fez com que o grupo capitaneado por Renato Russo passasse a lotar shows com milhares de pessoas e o cachê recebido e repassado aos músicos era muito bom.
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Em entrevista ao Pitadas do Sal, Carlos Trilha, tecladista que gravou discos com a Legião e acompanhou a banda em várias turnês na metade final da carreira do grupo, comentou que Renato Russo não poupava esforços para pagar bem seus músicos. Ele disse que na época a banda ficou sabendo que o Djavan tinha o maior cachê do Brasil e então Renato fez um esforço para conseguir superar esse nível e ter os músicos mais bem pagos.
"Os shows tinham uma potência absoluta. Era uma loucura. Chegávamos na cidade no dia anterior. Lembram do Hollywood Rock? Era algo enorme. A estrutura da Legião era tipo um show desses. Os shows da Legião Urbana eram coisa gigantes. Era quase um Rock in Rio. Inclusive, nós músicos ganhávamos muito bem. Era proporcional ao tamanho do show. O cachê ia aumentando. Lembro que quem pagava mais no Brasil naquela época era o Djavan.
Aí o Renato Russo ia lá e pagava mais do que o Djavan. Nosso mínimo já era maior que o Djavan pagava. Então, era mais de 2,5 mil dólares se fossem 5 mil pessoas de público. Ia aumentando de acordo com o público. Tocávamos para 30 mil ou 40 mil pessoas às vezes. Era uma época que era chique pagar bem! [risos]. Hoje em dia, o esperto é o cara que cobra 1 milhão e paga 350 reais para os coitados dos músicos".
Quem tem o maior cachê hoje em dia?
Luis Felipe Couto, empresário do ramo da música, com vasta experiência na BMG e posteriormente na Sony/BMG durante a fusão das gravadoras, compartilhou suas reflexões sobre o atual cenário musical durante uma entrevista ao Corredor 5 no YouTube. Durante a conversa, Couto destacou Nando Reis como um exemplo notável de um artista de rock que investe ativamente em sua própria carreira, juntamente com Diogo Damasceno. Ambos são reconhecidos por sua genialidade artística e uma visão comercial única no mercado.
De acordo com Couto, Nando Reis e Diogo Damasceno colaboram em projetos conjuntos, dedicando entre 10% e 15% do faturamento anual na carreira de Nando Reis. Essa prática, conforme Couto, diferencia esses artistas de outros que podem não conseguir realizar investimentos semelhantes. Ele destaca o sucesso de Nando Reis em manter seu público desde os tempos em que era membro dos Titãs, evidenciando sua ativa participação como compositor, inclusive sendo parceiro de Cássia Eller.
A união estratégica entre Nando Reis e Diogo Damasceno permitiu a exploração de novos caminhos, especialmente ao apropriar-se do repertório de Nando e dos públicos anteriormente associados aos Titãs e a Cássia Eller. Hoje, Nando Reis mantém uma agenda impressionante de 18 a 25 shows por mês, incluindo apresentações solo com voz e violão, bem como performances com banda. Seu cachê, destacado como o melhor do Brasil nesse segmento, é considerado um case de sucesso.
Couto elogia a presença digital de Nando Reis, mencionando que ele está bem assessorado no YouTube e demonstra uma compreensão profunda das novas ferramentas disponíveis, mostrando-se disposto a utilizar esses recursos para atender às demandas do público atual.
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