Pena Schmidt explica porque existe tanta mitificação sobre o rock brasileiro dos anos 70
Por Bruce William
Postado em 04 de outubro de 2023
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Pena Schmidt é um influente produtor musical, ex-executivo de gravadoras e figura chave na cena musical brasileira. Ele teve um papel fundamental no surgimento de bandas como Titãs, Ira!, Ultraje a Rigor, e Magazine. Além disso, foi proprietário do selo independente Tinnitus, ex-presidente da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI) e atuou em diversas áreas, incluindo pesquisa, consultoria e curadoria musical.
Ele também tem um histórico técnico notável, operando o primeiro sintetizador no Brasil e trabalhando em importantes eventos de música ao vivo, como o Hollywood Rock e o Free Jazz Festival. Como produtor de discos, Pena deixou sua marca em cerca de 50 álbuns, muitos dos quais ainda são populares nas rádios. Seu trabalho abrangeu artistas de longa carreira, incluindo Titãs, Ultraje a Rigor, Ira! e Os Mulheres Negras.
E durante sua participação no Kazagastão, que pode ser vista no vídeo abaixo, o apresentador Gastão Moreira mandou a seguinte pergunta: "Você teve muito contato com o rock brasileiro dos anos setenta, que também é um movimento interessantíssimo, produziu o 'Snegs' do Som Nosso de Cada Dia, esteve em muito contato com a Vanguarda Paulistana que eu sei que você gosta também, Itamar Assunção, Arrigo (Barnabé), toda aquela galera, rock brasileiro dos anos oitenta, Titãs, Ultraje a Rigor, nos anos noventa você teve a (gravadora) Tinnitus, e você também acompanhou de perto. Qual foi a época mais interessante do rock brasileiro?"
Segue a transcrição levemente adaptada da resposta de Pena: "Todas. Eu acho que cada uma tem a sua hora. Eu acho que vai muito assim do seu empenho em usufruir o momento. Os anos setenta são pouco documentados, então fica um negócio mais mítico, são muitas histórias, muitas lendas contadas de maneiras diferentes e quase nada de registro, quase nada. E eu diria que foi uma época de transformação mesmo, a gente trocou de uma sociedade velha caquética, assim tipo quase agrária"
Prossegue Pena: "Eu era jovem naquela época, eu tinha 20 anos nos anos setenta, então eu estava começando a minha era produtiva naquele instante em que estava chegando a eletrônica, o Rock and Roll, a televisão, estava tudo chegando ao mesmo tempo. Eu era o primeiro técnico de som que se dizia técnico de som, então 'chama o Penna' era o refrão porque assim, a gente era o precário primitivo, pioneiro, tinha muito improviso e assim como ninguém tinha referência anterior, ninguém criticava, ninguém dizia 'o som está horrível', porque o som estava horrível" explica, entre risos.
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