Blaze Bayley fala sobre o filme que inspirou "Man on the Edge", do Iron Maiden
Por André Garcia
Postado em 23 de março de 2024
Nos anos 50, o rock praticamente se limitava a falar de festa, romance ou romance em uma festa. Foi na década seguinte, em muito graças aos Beatles e Bob Dylan, que liricamente o gênero se expandiu. Depois deles, as letras de rock foram usadas para abordar qualquer tipo de coisa.
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Desde então, livros se tornaram uma das inspirações favoritas das bandas: só O Senhor dos Anéis já inspirou de Led Zeppelin ao Queen, passando pelo Rush. O cinema também tem sido uma grande fonte de inspiração. No caso do Iron Maiden, só para citar um exemplo, tanto a capa quanto a temática de "Somewhere in Time" beberam da fonte do cyberpunk noir existencialista de Blade Runner.
Uma das melhores músicas do Maiden com Blaze, "Man on the Edge" (de autoria dele) foi o primeiro single do "The X Factor" (1995).
Em entrevista para Greg Prato publicada pela Songfacts, o vocalista revelou que a inspiração da letra veio de um clássico cult no cinema norte-americano noventista:
"Ele segue fielmente o filme Falling Down [no Brasil, Um Dia de Fúria], com Michael Douglas. […] Um dos principais [versos da] letra é [o que fala do] 'estado canibal'. O sistema consome o indivíduo, e a sociedade materialista [também] consome o indivíduo, digere ele e depois cospe, de modo que sua identidade desaparece completamente."
"Nesse filme, [o personagem interpretado por] Michael Douglas vai para o trabalho todo dia porque está perdido. Só que ele não vai para o trabalho: ele finge que vai. Ele se arruma, arruma a bolsa, faz seus sanduíches, sai de casa no mesmo horário todos os dias e volta para casa no mesmo horário, por morrer de vergonha de contar à família que perdeu o emprego. E a única razão pela qual ele perdeu o emprego é porque era um cargo no governo, onde projetava mísseis, mas eles não queriam mais mísseis."
"Essa é a tragédia da situação: ele é um cara esquisitão que tem dificuldade de se comunicar, mas se vê preso nessa situação em que não consegue dizer a verdade porque não consegue dizer a verdade nem para si mesmo. Ele não consegue encarar o fato de que é redundante e desnecessário, o que, obviamente, é muito desagradável."
"Aquilo me tocou porque, anos atrás [...] quando eu era criança, costumava entregar jornais. [...] Aí perdi aquele trabalho e tinha tanto medo do meu padrasto, que me batia, que eu ficava saindo de casa sempre na mesma hora, fingindo que ia fazer minha entrega de jornais."
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