Como Angela Gossow mudou a história do Arch Enemy, segundo Michael Amott
Por Mateus Ribeiro
Postado em 29 de julho de 2024
A banda de Melodic Death Metal Arch Enemy foi fundada na metade dos anos 1990, depois que o talentoso guitarrista Michael Amott se desligou do Carcass. Em seus primeiros anos de atividade, o Arch Enemy lançou bons álbuns, mas definitivamente não se tornou um gigante da música pesada.
A história do Arch Enemy começou a mudar em 2000, quando o vocalista Johan Liiva saiu do grupo e foi substituído pela cantora alemã Angela Gossow. Segundo as palavras de Amott, Liiva não era o nome apropriado para ser o frontman do grupo.
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"Ele realmente não gostava muito de fazer turnês e sabíamos que, para levar as coisas a outro nível, precisávamos fazer muito mais trabalhos ao vivo. Até então, tudo o que tínhamos feito era tocar no Japão e em alguns outros lugares. Nada de importante. Muitas pessoas de fora da banda também disseram que Johan não era o homem certo para realmente ajudar a banda a se desenvolver. Então, foi isso", relatou Amott, durante entrevista concedida à Metal Hammer em 2007.
A ideia de efetivar Angela como vocalista do Arch Enemy partiu de Christopher Amott, irmão de Michael. Vale lembrar que na época, não era tão comum ver uma mulher como vocalista em uma banda, ainda mais se tratando de um grupo que caminhava pelos lados mais pesados do Metal.
"Angela estava trabalhando como jornalista quando ‘Burning Bridges’ [terceiro disco do Arch Enemy] foi lançado e nos entrevistou para um webzine. Ela nos deu um vídeo dela tocando ao vivo com uma banda chamada Asmodina. Christopher ficou realmente impressionado com o que viu, porque o vídeo era de Angela tocando em um clube na Alemanha, diante de cerca de 50 pessoas - e ela realmente se esforçou. Então, foi ele quem sugeriu incluí-la em nossa lista.
Eu era muito conservador em relação a tudo isso, e é preciso lembrar que, naquela época, não havia uma única banda de metal que tivesse uma vocalista mulher. Isso simplesmente não acontecia", pontuou o fundador do Arch Enemy, que preferiu manter segredo com relação à entrada de Angela na banda.
"Mantivemos isso em segredo e estou impressionado com o fato de nada ter sido divulgado. O que torna tudo ainda mais louco é que estávamos no Studio Fredman [Gotemburgo, Suécia], que era um grande complexo. Não éramos a única banda gravando lá, e muitos dos músicos de Gotemburgo estavam sempre entrando e saindo. Mas conseguimos. Hoje em dia, duvido que conseguiríamos fazer algo assim. Talvez também tenha algo a ver com o fato de que não éramos tão grandes, então os níveis de interesse não eram muito grandes. Mas tínhamos uma história de fachada pronta caso alguém visse a Angela. Íamos dizer às pessoas que a estávamos experimentando, e a algumas outras também."
No fim das contas, Angela foi efetivada e fez com que o Arch Enemy mudasse de patamar. Durante os 14 anos em que foi integrante do grupo, a vocalista gravou músicas marcantes, que fazem sucesso até hoje, como "Nemesis", "Dead Eyes see No Future", "We Will Rise", "Ravenous" e "My Apocalypse".
"Angela nos tornou muito mais agressivos. É como jogar fora seu coelho de estimação e comprar um Rottweiler ou algo assim (...). Ela nos deu uma vantagem que simplesmente não existia antes. O que talvez tenha nos feito pensar de uma forma mais ampla", concluiu Michael.
Angela permaneceu no Arch Enemy por 14 anos e foi substituída por Alissa White-Gluz, que está no grupo até os dias atuais.
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