Nelson Brito, baixista e fundador do Golpe de Estado, morre aos 64
Por Gustavo Maiato
Postado em 12 de julho de 2024
O baixista Nelson Brito, fundador da banda clássica brasileira de metal Golpe de Estado, morreu nesta sexta-feira, 12 de julho, um dia após completar 64 anos. O músico lutava contra um tumor no intestino desde o começo de junho.
Quem trouxe a notícia foi o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, no seu Instagram oficial: "Amigo que noticia triste. Mais um gigante q se vai, pioneiro do Rock and Roll, foi um privilégio te conhecer e tocar com você, descanse em paz! @nelson.golpe 🎼🙏🏻🖤 meus sentimentos a família e amigos, um abraço especial aos amigos do @bandagolpedeestado Paz!", disse.
Golpe De Estado - Mais Novidades
No Instagram do Golpe de Estado, a última publicação explicava que o músico não havia melhorado com o tratamento. "Hoje é o aniversário de nosso herói Nelson Brito!!! Gostaríamos de trazer boas novas comunicando avanço de sua recuperação, mas infelizmente ainda não podemos dar essa notícia. Esperamos que essa data que marca a renovação de um ciclo também marque a retomada da saúde de nosso grande amigo Pedimos que reforcem suas orações para que continuemos vibrando a distância por sua saúde. Parabéns irmão !!!", diz.
Quem foi Nelson Brito e a banda Golpe de Estado
Nelson Brito é um dos fundadores do Golpe de Estado, uma das mais respeitadas bandas do rock nacional. Além de Nelson como baixista, a formação clássica da banda incluía o saudoso guitarrista Hélcio Aguirra, o talentoso vocalista Catalau e o baterista Paulo Zinner. Na sua primeira fase, o Golpe de Estado ganhou projeção nacional, conquistando muitos seguidores com seu hard rock refinado cantado em português, com letras inteligentes e um instrumental de alta qualidade.
A banda lançou os clássicos álbuns "Golpe de Estado" (1986) e "Forçando a Barra" (1988), ambos pelo selo Baratos Afins de Luiz Calanca, além de "Nem Polícia Nem Bandido" (1989), "Quarto Golpe" (1991) e "Zumbi" (1994). Em 1996, lançaram o primeiro álbum ao vivo, "Dez Anos Ao Vivo", que inclui duas faixas inéditas de estúdio gravadas com o vocalista Rogério Fernandes, que substituiu o carismático Catalau.
Em 2004, com Kiko Muller no vocal, o Golpe de Estado lançou mais um álbum de estúdio, "Pra Poder". Oito anos depois, em 2012, foi a vez de "Direto do Fronte", com o vocalista mineiro Dino Linardi e o jovem baterista Roby Pontes, que estreava no lugar de Zinner. Em 2014, a morte de Hélcio Aguirra abalou o rock brasileiro. Mesmo sem seus velhos parceiros da formação original, Zinner, Catalau e Aguirra, o batalhador Nelson Brito decidiu manter o Golpe de Estado vivo. Em 2022, ele, Roby Pontes, João Luiz (vocal) e Marcello Schevano lançaram o mais recente álbum da banda, "Caosmópolis".
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