Pit Passarell: confira a entrevista dele na íntegra para a biografia oficial do Andre Matos
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de setembro de 2024
A morte de Pit Passarell pegou toda a comunidade do metal de surpresa. Em homenagem ao eterno fundador e baixista do Viper, segue abaixo a entrevista que o jornalista Gustavo Maiato fez com Pit para a biografia "Andre Matos – O Maestro do Heavy Metal", lançado pela Estética Torta. O livro está com 20% de desconto com a utilização do cupom WHIPLASH20.
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Como conheceu o Andre Matos?
Ele jogava bola no prédio ao lado do nosso. Uma vez a bola caiu lá e a gente acabou se aproximando. O que me chamou atenção foi o cabelo comprido que ele tinha que parecia o Bruce Dickinson. Teve uma vez até que ele pintou o cabelo de loiro! Nós éramos muito novos. O clima sempre foi muito bom, eu nunca tive brigas com ele.
Histórias de bastidores?
Eu lembro que a gente foi uma vez numa loja de tecidos no centro de São Paulo comprar tecido para depois a gente costurar e fazer calças para a gente usar nos shows. A ideia era ficar parecido com os rockstars que a gente adorava, como Bruce Dickinson. O Andre usou uma calça branca, mas também tinha outras verdes, azuis, a gente usava.
Eu ia muito na galeria do rock também com ele para comprar acessórios, discos. A gente gostava muito do Bruce e do Geoff Tate na época. Outra coisa legal é que ele era corintiano e eu sou santista, a gente gostava muito de futebol!
Como foi a saída dele do Viper?
Não teve nenhuma briga ou rixa entre a gente. Eu acho que ele queria o espaço dele como compositor. A gente já estava trabalhando no Evolution, teve uma situação que o Toninho o convenceu de voltar, mas acabou não rolando no final. Eu não lembro quanto tempo durou nesse meio tempo.
Depois ele foi para o Angra. Eu lembro que a mãe dele queria que ele estudasse piano, isso pode ter contribuído para ele sair do Viper na época e se dedicar aos estudos.
Como era compor para ele?
Compor para o Andre era a coisa mais fácil do mundo. Tudo que eu escrevia, ele conseguia cantar. A gente estava com isso de querer compor músicas muito altas, muito agudas, mas eu não fazia de maldade. Ele conseguia cantar, para ele era natural alcançar essas notas.
Poderia falar mais sobre a "Living for the night"?
Eu lembro que essa música iria ser mais rápida a introdução originalmente. Foi no estúdio e nas conversas com o produtor que a gente resolveu mudar. Eu lembro que a gente pegou um teclado e colocou um timbre de violão.
No Theater of Fate ele teve um papel muito importante também quando trouxe o quarteto de cordas para gravar com a gente. O resultado ficou muito bom.
Histórias de shows?
Teve uma vez que a gente foi para Aracaju e tínhamos show de noite, mas quase perdemos o horário jogando bola. Éramos muito novos.
Outra coisa que eu lembro era ele com o maldito pedestal, ele ficava girando aquilo toda hora no show e quase acertava a gente. Quando o palco era pequeno ele continuava fazendo isso e o perigo era maior!
Como soube da morte?
Foi muito triste, as pessoas começaram a me ligar, eu estava em casa. Eu achei que pudesse ter sido um acidente a princípio, porque era a única coisa que eu via que pudesse ter acontecido. Depois eu soube do ataque do coração. Ele era muito tranquilo, uma boa pessoa, eu senti muito e ainda sinto.
Como era a voz dele?
Ele não tinha uma voz apenas muito bonita, era única e muito especial. Não tinha ninguém que fazia o que ele fez.
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