Os dois únicos rockstars que impressionaram Aquiles Priester pessoalmente
Por Igor Miranda
Postado em 26 de fevereiro de 2025
Aquiles Priester ostenta um currículo de peso no heavy metal. O baterista já trabalhou com Angra, Paul Di’Anno, Primal Fear, Dragonforce, Tony MacAlpine, Noturnall, entre outros, além de ter comandado o Hangar. Hoje, integra o W.A.S.P. e a banda solo de Edu Falaschi. Além disso, conheceu e dividiu o palco com nomes icônicos ao longo da carreira.
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Curiosamente, apenas dois músicos o deixaram realmente impressionado ao conhecer pessoalmente, no sentido de pensar: "esse cara é uma lenda". Em bate-papo com Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, ele conta que Steve Harris, baixista e fundador do Iron Maiden, e Blackie Lawless, frontman do W.A.S.P., arrancaram esse tipo de reação.
Inicialmente, o baterista conta:
"Desde que eu entrei no W.A.S.P., foi um grande desafio. Só teve duas pessoas na minha vida que, quando vi pessoalmente, falei: ‘car#lho, esse cara é uma lenda’. O primeiro foi Steve Harris, na época que eu estava tocando com o Angra, em um festival na Espanha. Vi o cara e falei: ‘esse cara montou o Iron Maiden’. Esse cara mudou a minha vida. E o outro cara foi o Blackie, quando fui fazer minha audição e ele entrou na sala."
Em seguida, Priester relembrou o teste para se juntar ao W.A.S.P. A fama de baterista técnico e virtuoso quase o prejudicou em um momento inicial.
"Ele [Blackie] entrou com óculos, veio com a guitarra dele na mão e veio até mim. Quando fui me levantar da bateria, ele falou: ‘Não, peraí, deixa eu só te perguntar uma coisa antes de colocar essa guitarra aqui no chão. Você acha que você é capaz de tocar as músicas como elas são, e não encher de coisas? Porque você sabe que aquelas músicas são, aquelas viradas são importantes daquele jeito, né?’ Eu falei: ‘acho que sim’. Ele me olhou e falou: ‘você acha?’. Eu falei: ‘não, eu tenho certeza, eu tenho certeza’. E ele: ‘ah, então tá, vou colocar a guitarra no chão’."
Aquiles Priester e o W.A.S.P.
Ocupando a vaga que antes era de Mike Dupke, Aquiles Priester toca com o W.A.S.P. desde 2017. Durante a entrevista, o baterista celebrou a boa fase vivenciada pela banda atualmente, em especial nos Estados Unidos.
"Fazia muito tempo que a banda não tocava nos Estados Unidos. Fizemos a primeira turnê dessa volta em 2022 e, cara, foi praticamente tudo sold out. Agora acabamos de fazer uma outra tour lá, que foi mais ou menos de oito semanas também, igual a outra. Tocamos em lugares maiores ainda. Parece que a banda retomou esse espaço lá nos Estados Unidos."
Curiosamente, desde sua entrada, o grupo tocou no Brasil apenas uma vez: no Dark Dimensions Metal Fest em Guarulhos (SP), em 8 de dezembro de 2019. A segunda apresentação acontecerá apenas em maio deste ano, como uma das atrações do festival Bangers Open Air.
"Estou muito ansioso de vir pra cá, porque eu ainda me lembro daquele show que a gente fez aqui em 2019. Estava nervoso pra car#lho, muito mais do que tocar na França, na Espanha, na Itália, porque aqui é o meu país. Parecia que tinha uma carga maior. Blackie ainda brincou. ‘hoje você vai tocar que nem todos os shows, ou você vai querer se mostrar mais por estar no seu país?’. Eu falei: ‘não, vai ser igual’. A única coisa que mudou foi quando a gente estava caminhando pro palco, ele falou assim: ‘hoje, antes da gente tocar ‘I Wanna Be Somebody’, eu vou te apresentar pro teu povo’. Eu falei: ‘p#ta, isso vai ser f#da, vai ser demais’. Quando ele me apresentou, quando ele começou a falar assim: ‘há uns dois anos, a gente estava procurando baterista’, a galera já começou a gritar: ‘Aquiles’, p#ta, foi demais ver ele anunciando, né? ‘The Brazilian Beast, Aquiles Priester’, aí eu subi na minha jaula. Até hoje me arrepia."
Por fim, Priester — que está prestes a encerrar uma turnê de bateria com Thomas Lang no país — declarou:
"Então, assim, eu tenho um carinho muito grande pelo Brasil, porque essas coisas só acontecem por causa desse amor, da paixão que o público tem por todo o meu trabalho, né, cara? Desde o Hangar, com o Paul Di'Anno, com o Angra, com todas essas bandas. É muita história e eu me sinto muito conectado aqui no Brasil."
Assista à entrevista completa a seguir.
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