O megahit do Metallica que James Hetfield "trapaceia" ao tocar, segundo Gary Holt
Por Gustavo Maiato
Postado em 22 de fevereiro de 2025
O guitarrista Gary Holt, do Exodus e ex-Slayer, revelou os desafios físicos que enfrenta após décadas tocando thrash metal. Em entrevista a Shawn Ratches, do canal Laughingmonkeymusic (via Ultimate Guitar), ele falou sobre as lesões acumuladas ao longo da carreira e comentou que até James Hetfield, do Metallica, adota atalhos ao tocar.
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Aos 60 anos, Holt convive com artrite e dores constantes nos dedos. Durante os últimos anos de turnê com o Slayer, desenvolveu uma grave tendinite nos cotovelos, que exigiu repetidas injeções de cortisona. "Fiz tantas aplicações que perdi a conta. Acabei destruindo meus tendões e cheguei a um ponto em que simplesmente não conseguia mais tocar."
O problema se agravou na gravação do álbum Persona Non Grata (2021), quando Holt lesionou ainda mais o cotovelo direito. Segundo ele, o diagnóstico inicial sugeria uma cirurgia semelhante à que jogadores de beisebol realizam para reconstrução de ligamentos. "Meu amigo, que é cirurgião da equipe do San Francisco Giants, olhou meus exames e disse que meus cotovelos pareciam os de alguém que jogou bolas a 160 km/h por toda a vida."
Por sorte, outro especialista indicou que a cirurgia poderia ser evitada com fisioterapia. Desde então, o guitarrista tem se dedicado a exercícios leves e alongamentos. "Nunca mais posso tomar injeções de cortisona. Agora é gelo e muito alongamento para aliviar a dor."
Holt também falou sobre a exigência física do downpicking (técnica de palhetada para baixo), algo essencial no thrash metal. Segundo ele, é impossível manter a mesma precisão com a idade avançada. "Todos trapaceamos. Temos 60 anos."
Mesmo assim, Holt não poupa elogios a James Hetfield, a quem considera o maior guitarrista rítmico de todos os tempos. "Ele ainda é o melhor, mas se você assistir ao trecho do meio de ‘Welcome Home (Sanitarium)’, verá que eles adicionam algumas pausas para dar um respiro. Isso ajuda a continuar tocando. É uma trapaça, mas não diminui o fato de que ele é o maior."
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