O que incomodava Andreas Kisser no rock nacional, que era o ponto que Lobão sempre citava
Por Bruce William
Postado em 13 de fevereiro de 2025
Durante sua participação no podcast Corredor 5, apresentado por Clemente Magalhães, Andreas Kisser comentou sobre um aspecto do rock nacional que sempre o incomodou: a ausência de solos de guitarra em muitas bandas dos anos oitenta, mencionando que o período foi uma explosão para o rock brasileira, enquanto Clemente nota que havia uma clara divisão entre os fãs de rock nacional e os de metal, algo que ele sentia desde os tempos de escola.
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"O que me incomodava muito era essa coisa do som, mano, de não ter solo de guitarra no rock nacional, com raras exceções. O Ultraje A Rigor, por exemplo, ou o Frejat, que sempre teve essa pegada do rock, de botar um solo, de defender isso. Mas você vê que o próprio Titãs deixava um pouco mais pro saxofone, entrou nessa também, no rock and roll, pra fazer solo", comentou.
Outro fator que contribuiu para essa padronização, segundo ele, foi o uso excessivo de um mesmo efeito nos timbres. "E a porra do pedal de chorus, né? Eu detestava aquilo! Porque todo mundo usava o mesmo pedal pra fazer aquele som, mano. Ficou uma padronização. Talvez alguns produtores que tomavam conta daquilo e... poucas gravadoras, era uma ou duas rádios que rolavam. Então tinha uma padronização do negócio", analisou.
O guitarrista mencionou que esse problema foi uma das principais críticas que Lobão sempre fez ao mercado musical da época. "A gente tava conversando do Lobão, né, que mete o pau e fala tudo. Porque ele tem razão, mano. Ele lutou contra isso, de ter qualidade de som, das coisas que estavam sendo feitas lá fora comparadas com o que estava sendo feito aqui no Brasil. Som de bateria, som de baixo, de tudo, de vocal e tudo", afirmou.
O vídeo completo com a participação de Andreas Kisser no podcast "Corredor 5", apresentado por Clemente Magalhães, pode ser conferido no player abaixo.
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