A banda que fez Bruce Dickinson mudar comportamento: "Eu não quero acabar assim"
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de fevereiro de 2025
Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, revelou que a experiência de turnês intensas e os excessos do rock o fizeram repensar seu estilo de vida. Em entrevista à Classic Rock (via Ultimate Guitar), ele relembrou o impacto da rotina exaustiva dos anos 1980 e como a convivência com bandas como o Mötley Crüe serviu de alerta.
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Nos anos 1980, o Iron Maiden viveu sua ascensão ao topo do heavy metal mundial. Mas, por trás do sucesso, o desgaste era enorme. "Estávamos trabalhando muito, fazendo oito shows em dez dias ao longo de oito meses. No final de um ano disso, começávamos tudo de novo", disse Dickinson.
A rotina exaustiva gerava estresse constante e levou cada integrante a lidar com a pressão de formas diferentes. "Steve [Harris] virou um recluso. Adrian [Smith] estava bebendo como se quisesse se matar. Eu estava ocupado transando com tudo que se mexia. E nada disso era saudável."
Dickinson percebeu que estava entrando em um ciclo perigoso de excessos. "Há um lado obscuro nisso. Quando isso vira um apoio, como álcool ou cocaína? Quando isso se torna sua realidade, quando na verdade não é real?"
Foi nesse momento que o vocalista decidiu buscar novos interesses para manter a mente ocupada. "Foi quando comecei a praticar esgrima. Eu precisava fazer algo para manter minha cabeça limpa."
O cantor citou o Mötley Crüe como um exemplo do que não queria para si. "Estávamos olhando para nossos contemporâneos nos anos 1980… Fizemos turnê com o Mötley Crüe. Completos estragos, muito disso autoinduzido. E eu pensei: 'Por favor, me digam que não vou acabar assim!'"
A reflexão foi profunda. Após a turnê World Slavery em 1985, Dickinson chegou a cogitar abandonar a música. "Pensei seriamente em largar tudo. Não ir solo, nem nada. Apenas parar, porque não valia a pena."
Entre os arrependimentos, Dickinson lamenta ter perdido momentos importantes com os filhos. "Eu os via, mas não os vi crescer como pessoas normais veem seus filhos crescerem. E os relacionamentos fracassados, porque sua mente está distorcida. Você não tem um conjunto normal de prioridades." Hoje, casado pela terceira vez, ele se considera mais equilibrado. "Estou super feliz, porque ela faz bem à minha saúde mental. Acho que sou um choque para a dela!", brincou.
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