Como Tony Iommi usou "ding, dong" pra criar uma música inesquecível do Black Sabbath
Por Bruce William
Postado em 01 de abril de 2025
Responsável pelos riffs clássicos do Black Sabbath, Tony Iommi sempre teve liberdade para experimentar dentro da banda. Mesmo quando surgia alguma ideia mais ousada, os outros integrantes geralmente confiavam em seu instinto. Porém houve uma vez em que nem os colegas, a princípio, concordaram com o caminho que ele escolheu seguir.
Durante as gravações do álbum "Sabotage" (1975), Iommi decidiu incluir em uma faixa instrumentos pouco associados ao heavy metal, como harpa e coro de vozes. A música era "Supertzar", uma peça instrumental que fugia completamente do som tradicional da banda, permeada por coros bem inseridos e harmonias encantadoras. Mas uma cena desnorteou os representantes da gravadora, que acharam ter entrado na sala errada.
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Durante conversa com Eddie Van Halen (via Far Out), Iommi contou a história: "Eu levei um coral pro estúdio. A gravadora apareceu e, quando viram o coral e a harpista, acharam que estavam no lugar errado. Disseram que eu não podia colocar guitarras pesadas com coral e harpa num disco. E até minha própria banda era contra a ideia. Mas eu só estava experimentando. Acho que, se você compõe, aquilo é seu."
Mesmo com a resistência interna e externa, a música foi incluída no álbum. A faixa acabou sendo usada como introdução em alguns shows ao vivo e hoje é vista como um exemplo de como o Sabbath podia sair do óbvio - mesmo que nem todo mundo estivesse a bordo da ideia na época.
Embora "Supertzar" não tenha se tornado um hit, acabou sendo lembrada com carinho por muitos fãs pelo ineditismo e pela ousadia de incorporar coral e harpa em meio ao peso característico da banda. E Tony Iommi relembrou essa experiência em seu livro "Iron Man - minha jornada com Black Sabbath" (Amazon), com bom humor.
"Apareceu uma mulher com uma harpa, porque eu tinha uma harpa em casa e só conseguia tocar 'ding, dong'. Ela perguntou: 'O que você quer ouvir?' Eu respondi: 'Bem, tipo assim, ding, dong, isso é o que eu sei tocar'. Aí ela disse: 'Ah, algo assim...', e os dedos dela voaram pelas cordas. Eu só pensei: 'É isso!' Me senti um idiota - o que eu tava fazendo pedindo pra ela tocar 'ding dong'? Mas, até onde sei, nunca tinham feito isso antes: riff de guitarra pesada com coral e harpa. Era um desafio. Pensei: tem um coral de cinquenta vozes aqui, e essa harpista... isso precisa funcionar. Mas fizemos, e ficou bem diferente e realmente ótimo."
O resultado é uma peça instrumental que destoa do resto do disco, mas que acabou ganhando um certo espaço entre os fãs mais atentos. E se hoje soa excêntrica, na época foi um sinal claro de que o Sabbath não estava interessado em repetir fórmulas - mesmo que isso envolvesse um "ding dong" como ponto de partida...
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