O segundo maior artista de todos os tempos, segundo Geezer Butler do Black Sabbath
Por Gustavo Maiato
Postado em 31 de maio de 2025
Para Geezer Butler, fundador e baixista do Black Sabbath, não há dúvida sobre quem ocupa o posto mais alto da história do rock. Em entrevista à Rock Cellar (via Far Out), o músico britânico foi direto: "Elvis é a lenda". E completou, categórico, sobre o vice-campeão: "Além dos Beatles, não há ninguém maior que Elvis".
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O artista de Birmingham revelou que escuta Presley desde a infância, por influência dos irmãos. "Meus irmãos amavam Elvis, e eu ouço desde 1957, quando ele surgiu. A música dele me acompanhou desde o começo. Ele foi uma presença constante", contou.
Butler ainda relembrou com entusiasmo o dia em que ele e os companheiros de banda assistiram a um show de Presley nos Estados Unidos. "Ver Elvis ao vivo foi algo inacreditável. Eram quatro garotos de Aston, em Birmingham, e lá estávamos nós, vendo o maior artista do mundo. Todo mundo na banda estava empolgado", disse.
O episódio mais marcante da apresentação ficou na memória pelo tom irreverente e provocador. "Havia vários policiais na frente do palco, fazendo a segurança, e o Elvis tirou o chapéu de um deles e colocou na cabeça", contou Geezer. "Pensamos: se um de nós fizesse isso, levaria um tiro."
Para Butler, a atitude sintetiza o impacto de Presley não apenas como músico, mas como símbolo de rebeldia. "Ele fazia coisas que ninguém fazia. E fazia parecer natural. Tinha presença, carisma e ousadia. Mudou tudo."
Embora o Black Sabbath seja considerado um dos pilares do heavy metal, Butler nunca ignorou as origens do gênero. Segundo ele, o espírito que moveu o rock dos anos 1950 — e especialmente Elvis — pavimentou o caminho para os excessos, ruídos e distorções que viriam depois. "A energia do metal veio do rock ‘n’ roll. E o Elvis foi quem definiu isso primeiro."
Mesmo com a imagem sombria e agressiva do Sabbath, a banda sempre manteve, em essência, a mesma postura de transgressão e intensidade que o Rei já demonstrava nos palcos duas décadas antes. "O artista que não há nenhum maior", segundo Geezer Butler, foi quem iniciou tudo — e permanece, para ele, inigualável.
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