O grande problema do fenômeno italiano Måneskin, segundo Paulo Ricardo
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de junho de 2025
O vocalista Paulo Ricardo, ex-RPM, não esconde o entusiasmo ao falar da banda italiana Måneskin, que vem ganhando destaque no cenário internacional desde a vitória no Eurovision e, principalmente, após a passagem marcante pelo Rock in Rio 2022. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o cantor exaltou a atitude e o frescor do grupo, mas apontou um ponto crítico em sua trajetória: a falta de representatividade de um movimento.

"Eles são lindos, são jovens... eu adoro o Måneskin", disse. "Mas é uma coisa isolada." Para Paulo Ricardo, embora o grupo traga de volta a energia do rock de forma vibrante e atualizada, falta à banda algo maior que transcenda o próprio sucesso. "Ainda é muito cover, não têm representatividade nem representam um movimento", explicou.
A crítica, no entanto, não impede o reconhecimento. Em outro momento, o artista foi só elogios à sonoridade e ao estilo dos italianos. "É um rock dos anos 1970! Mas eles têm 22 anos! O rock é uma energia e uma atitude", declarou em entrevista anterior ao canal Love Treta. Ele ainda destacou o impacto visual do grupo: "Eles têm um estilo e assessoria de moda incrível! É Itália, né? Gucci, Prada... tudo ali!"
Apesar da ressalva, Paulo Ricardo vê em Måneskin um sinal de que o rock pode reencontrar espaço nas paradas e conquistar uma nova geração. "Estou me divertindo muito ouvindo essa banda... Estou sentindo que o rock está voltando."
Para ele, o estilo permanece forte como linguagem estética e filosofia, mesmo diante do crescimento do pop e da consolidação do hip hop no Brasil. Mas, para que o rock volte a ocupar o protagonismo de outrora, talvez precise mais do que nomes isolados — precisa de uma cena. E, segundo Paulo Ricardo, é isso que ainda falta ao fenômeno Måneskin.
Confira a entrevista completa abaixo.
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