"Entrei na turnê de despedida do Judas e ainda estou aqui 15 anos depois", diz Richie Faulkner
Por Bruce William
Postado em 31 de outubro de 2025
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Richie Faulkner entrou no Judas Priest em 2011 com uma premissa simples: substituir K.K. Downing numa turnê que, segundo a própria banda, seria a derradeira. Quinze anos depois, ele ainda está lá; gravou álbuns, coescreveu músicas, sobreviveu a um aneurisma no palco e segue falando como membro ativo de um grupo que, na prática, nunca se aposentou. Em entrevista à New Mexico Entertainment, com transcrição do Blabbermouth ele resumiu a surpresa com bom humor: "Entrei na turnê de despedida e ainda estou aqui 15 anos depois. Então não acaba. Não acaba."

A conversa girou em torno do que vem depois da turnê norte-americana com Alice Cooper. Faulkner deixou no ar que há planos em andamento, mas evitou cravar rumores: "A gente sempre tem alguma coisa borbulhando. Fala-se sobre o álbum número 20. Vai acontecer ou não? Já temos ideias? Fizemos muita turnê nos últimos anos, talvez seja hora de olhar pro estúdio e ver para onde vamos." A lógica histórica do grupo, segundo ele, continua previsível: "Álbum, turnê, álbum, turnê. Se isso diz algo, geralmente tem outro disco a caminho."
O peso de estar num nome como Judas Priest não parece algo normal para Faulkner, mesmo depois de década e meia. Questionado sobre que legado gostaria de deixar, ele recusou qualquer discurso grandioso: "Tudo que você pode fazer é o seu melhor. As pessoas decidem qual é o seu legado." E completou, reconhecendo a sorte do lugar que ocupa: "Estou escrevendo e tocando com uma das maiores e mais influentes bandas de heavy metal do mundo. Só fazer parte disso em 2025 já é legado o bastante pra mim."
Faulkner entrou como substituto, mas virou peça criativa. Ele está presente nos discos "Redeemer of Souls" (2014), "Firepower" (2018) e "Invincible Shield" (2024), todos bem recebidos - o último, inclusive, levou o grupo ao topo das paradas britânicas pela primeira vez desde 1980. Ao longo desse período, sua guitarra com pegada moderna ajudou a manter o Priest em movimento sem abandonar a identidade clássica.
A piada interna de que ele seria o guitarrista "temporário" virou quase ironia histórica. A banda que anunciava adeus em 2011 continua ativa, com shows marcados e planos de estúdio, enquanto Faulkner passou de novato tímido a rosto fixo nas fotos oficiais, ao lado de Rob Halford e Glenn Tipton. Se havia alguma despedida, ela ficou no passado - assim como a ideia de que o Judas Priest vive só de nostalgia.
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