Wolfgang Van Halen dá sua opinião sobre o termo "nepo baby"
Por João Renato Alves
Postado em 28 de outubro de 2025
Recentemente, Wolfgang Van Halen lançou "The End", terceiro álbum do Mammoth – agora sem o complemento WVH no nome. O trabalho mostra o filho de Eddie Van Halen cada vez mais confortável com a própria identidade musical, algo que almejou desde o começo do projeto onde responde por todos os instrumentos e vocais em estúdio.
À Metal Hammer, o artista respondeu como se sente em relação ao termo "nepo baby". A classificação é destinada a filhos de pessoas famosas que acabam encontrando facilidades e portas abertas por conta da linhagem. Ele reconhece a existência, mas faz ressalvas.

"Considero o termo 'nepo baby' um pouco injusto. Acho que tira a individualidade da pessoa. As pessoas dizem que Jack Quaid (estrela da série de TV 'The Boys', da Amazon, filho dos atores Meg Ryan e Dennis Quaid) é um dos 'bonzinhos' e a gente fica tipo, quem decide isso?"
Ainda assim, o multi-instrumentista não nega os fatos. "Não vou citar nomes, mas em alguns casos isso se aplica: a ideia de que as pessoas se beneficiam quando não têm mérito ou talento artístico. Tudo o que estou tentando fazer é ser eu mesmo, ter minha própria integridade artística e minha própria voz. Espero que as pessoas percebam isso."
Wolfgang conseguiu uma ascensão precoce na indústria musical graças ao pai: ele se juntou ao Van Halen como baixista da banda quando era apenas um adolescente. No entanto, conseguir um trabalho notável tão jovem teve suas desvantagens.
"No ensino médio, eu era quase um perdedor. Tive um tutor quando parti para a primeira turnê do Van Halen no 11º ano de escola, aos 16 anos de idade. Quando voltei para o último ano, foi quase uma piada. As pessoas diziam, zombando: 'Olha! É o baixista do Van Halen!' É muito engraçado como as crianças são."
Depois que a banda parou de fazer turnês e gravações em 2015, Wolfgang seguiu seu próprio caminho como músico, se distanciado do estilo do Van Halen. "Estou certamente tentando construir meu próprio legado. Esse é meu objetivo todos os dias. A única maneira de eu dizer: 'Sabe de uma coisa? Conseguimos' é se conseguirmos lotar um show no Hollywood Bowl, porque foi o último lugar em que toquei com meu pai. Se acontecer, posso morrer no dia seguinte dizendo: 'Bom trabalho!'"
Não à toa, Wolfgang raramente toca músicas do pai, deixando as exceções para eventos como o tributo a Taylor Hawkins, realizado pelo Foo Fighters em 2022. Em várias declarações, ele já deixou claro que viver do legado da família seria uma maneira de arruinar a própria história apenas para satisfazer fãs saudosistas, o que não deseja.
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