A banda de forró que se fosse gringa seria considerada de rock, segundo produtora
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de novembro de 2025
Durante sua participação no Nordecast, Sylvia Sussekind, produtora musical com forte ligação à cena do rock e do metal no Brasil, surpreendeu ao elogiar a banda Calcinha Preta, chamando o grupo sergipano de uma verdadeira "banda de rock que finge que toca forró".
Falando sobre pluralidade musical e a importância de valorizar diferentes estilos, ela destacou o quanto o forró brasileiro, especialmente o forró romântico, evoluiu e ganhou novas camadas de sofisticação ao longo dos anos - muito além do estereótipo de zabumba e triângulo que o público do Sudeste ainda costuma associar ao gênero.

"O forró aqui, por exemplo, é uma coisa sensacional, gente. Calcinha Preta, para mim, é uma das maiores bandas que existem no Brasil. Eu acho muito louco as versões que a galera faz - pegam músicas de rock, baladas de lá de fora, e transformam em versões daqui. Isso é muito legal", afirmou.
A produtora, que já trabalhou com nomes de diferentes estilos - do metal ao sertanejo, passando pelo tecnomelody e pelo forró - disse que não se limita a gêneros específicos.
"Eu não trabalho com nicho, trabalho com música. Cada artista tem um universo particular. Se tiver trap, vou no trap. Se tiver funk, vou no funk. Se for metal, vou no metal. E se for forró, vou no forró!", disse, rindo.
Ao falar sobre o sucesso e a sonoridade da Calcinha Preta, ela reforçou o quanto a banda se destaca pela estrutura e pelo impacto musical. "Eles são uma banda de rock que finge que toca forró. Se estivessem lá fora, seriam uma banda de rock ballad, aquelas baladas românticas. E são excelentes músicos."
A produtora também comentou a mudança de percepção sobre o gênero nos últimos anos. "Nos anos 2000, o pessoal do rock tinha uma certa raiva do forró. Eu mesma só fui entender e dar valor depois que trabalhei na ONErpm com o marketing do Norte e Nordeste. A partir dali, aprendi a respeitar a música nordestina. É uma cultura muito rica."
Ela ainda citou artistas da nova geração, como Mari Fernandes, Seu Desejo e Toque Dez, que vêm ajudando a popularizar o forró romântico, mostrando que o estilo está mais vivo e diverso do que nunca.
"Hoje o forró romântico vive um momento incrível. O público está começando a perceber que existe muito talento, muito profissionalismo e muita emoção nessa música. É uma das coisas mais bonitas que a gente tem no Brasil."
A entrevista encerrou com uma reflexão sobre a força cultural do Nordeste e o papel da mistura de estilos como símbolo da identidade musical brasileira: "A música é a arte mais democrática que existe. O Norte e o Nordeste têm essa tradição linda de pegar músicas de fora e transformar em algo único. Isso é genial."
Confira a entrevista completa abaixo.
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