As dez músicas dos Beatles que eram preferidas de Ozzy Osbourne
Por Bruce William
Postado em 15 de novembro de 2025
Ozzy Osbourne sempre tratou os Beatles menos como uma banda e mais como um impacto tectônico na própria vida. Foi ouvindo aquelas músicas no radinho, adolescente ferrado em Birmingham, que ele decidiu o que queria fazer. "Eu venho dos becos de Aston, em Birmingham, e não era um lugar muito legal quando eu era criança. Eu costumava sentar na porta da minha casa e pensar: 'Como diabos vou sair daqui?'. E então, um dia 'She Loves You' tocou no rádio. Aquela música me fez mudar de ideia", disse em uma ocasião para a NME.
Ao longo dos anos, em entrevistas diferentes, Ozzy foi apontando faixas que marcaram essa relação, não como uma lista "técnica", mas como memória afetiva pura. Uma publicação estrangeira compilou dez dessas falas em uma lista que pode ser considerada as músicas dos Beatles preferidas do saudoso madman, e que pode ser vista de forma resumida logo abaixo. Para conferir o original em inglês com mais detalhes e informações, acesse o site da Far Out.

"The Long and Winding Road": Para Ozzy, soa como o fim de um filme gigante: melancolia, cansaço e a sensação de que a maior história que ele já acompanhou estava chegando ao encerramento.
"Strawberry Fields Forever": Ligada ao período em que trabalhava em matadouro e ouvia a música no rádio; é Beatles psicodélico atravessando a rotina mais cinza possível.
"Something": Delicada demais pro estereótipo Sabbath, mas grudada na lembrança de estrada, frio, pouca grana e saudade; virou trilha de um momento vulnerável da banda.
"Eleanor Rigby": Ozzy não racionaliza: só diz que é "fenomenal" e ponto. Solidão, drama e orquestra resumem o tipo de profundidade que o deixou obcecado pelo grupo.
"Help!": Ele enxerga como o grito de Lennon no auge: a banda gigante sem saber direito o tamanho do próprio monstro que tinha criado.
"Hey Jude": A simplicidade que vira hino eterno; uma daquelas músicas que ele trata como prova de que os Beatles jogavam em outro nível de composição.
"A Day in the Life": Experimento total: orquestra, colagens, notícia de jornal, viagem sonora. Para Ozzy, é o tipo de ousadia que abriu porta pra todo mundo depois.
"I Am the Walrus": O lado Lennon enigmático e estranho que ele adora: letra absurda que não faz sentido literal, mas funciona perfeitamente no ouvido.
"I Want to Hold Your Hand": Explosão pop, Beatlemania, mundo perdendo o eixo; pra ele, o começo oficial da dominação planetária.
"She Loves You": Citada no começo, é o ponto zero pessoal: a música que ele ouviu no rádio azul e que fez tudo estourar na cabeça. Ali, decidiu que era isso que queria fazer da vida.
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