O lendário guitarrista que é o "Beethoven do rock", segundo Paul Stanley do Kiss
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de dezembro de 2025
A figura de Paul Stanley costuma ser lembrada muito mais pelo brilho, pelo figurino e pela teatralidade do Kiss do que pela música em si. Como observou o jornalista Dale Maplethorpe, "quando você pensa no Kiss, sua mente vai direto para a extravagância da banda, não para o som". É um destino curioso para um grupo que nasceu justamente tentando se destacar num cenário em que, segundo Stanley, "já não era tão fácil reconhecer quem pertencia a qual banda" - ao contrário da década de 1960, marcada por identidades claras como as de Beatles, Stones e The Who.
A maquiagem e o visual exagerado, embora tenham rendido reconhecimento instantâneo, acabaram criando um paradoxo. Maplethorpe escreve que, ao se tornarem um espetáculo "de outro planeta", o Kiss conquistou independência estética, mas "foi priorizado como banda visual, não musical". Assim, mesmo que o nome Kiss seja universalmente conhecido, boa parte do público não sabe - ou nunca se atentou - ao som por trás das explosões, do fogo e da iconografia.

Quando o foco se afasta das luzes e volta aos instrumentos, porém, a banda revela sua essência: rock de estádio simples, direto e feito para funcionar. Maplethorpe define como "música perfeita para preencher grandes espaços", com refrões para cantar junto, solos que convidam ao air guitar e batidas capazes de estremecer paredes. Nesse contexto, Stanley é um ingrediente fundamental, dono de uma pegada que, apesar de subestimada, moldou o DNA do grupo ao longo de décadas.
Paul Stanley e Jimmy Page
Essa versatilidade, observa o jornalista, vem de sua devoção a alguns dos maiores guitarristas da história - entre eles Jimmy Page. Não se trata de semelhança sonora entre Kiss e Led Zeppelin, mas de referência artística. Maplethorpe pontua que Stanley via Page como uma régua de excelência: "Ele não estava tentando imitá-lo, mas usá-lo como parâmetro".
O próprio Stanley nunca escondeu essa admiração. Em fala reproduzida por Maplethorpe, ele explica por que enxerga o britânico num patamar diferenciado: "Jimmy é Beethoven. Jimmy usa texturas e camadas, diferentes tipos de guitarras, constrói partes e elabora temas". Em seguida, relembra o impacto de vê-lo ao vivo: "A primeira vez que vi o Zeppelin eu tinha 17 anos, e aquilo elevou a barra para um nível que senti que não podia alcançar. Mas é importante saber que esse nível existe".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O riff mais tocado na maior loja de guitarra do mundo: "Antes era Stairway to Heaven"
5 músicas de heavy metal que são maiores que as próprias bandas
O grupo feminino que Roger Waters despreza por considerar o fundo do poço do gosto musical
Bill Ward, baterista do Black Sabbath, está usando cadeira de rodas
O hit com introdução mais longa da história da Legião Urbana: "Considerado chato"
A melhor música do Alice in Chains, na opinião de Max Cavalera
Bon Jovi realiza primeiro show oficial da nova turnê após quatro anos
Kai Hansen, do Helloween e Gamma Ray, conta que foi eletrocutado em sua primeira visita ao Brasil
Morre aos 75 anos a cantora Bonnie Tyler, que imortalizou "Total Eclipse of the Heart"
O show que fez a cabeça de Jimmy Page em 1965; "mudou minha forma de enxergar a música"
Doro Pesch presta homenagem a Bonnie Tyler: "Uma das maiores de todos os tempos"
O baterista que fez Neil Peart se questionar se ele ainda conseguiria tocar
O integrante mais importante do Led Zeppelin, segundo Pete Townshend
A melhor banda de rock progressivo de 25 países, segundo a Loudwire
As 20 melhores músicas do metal moderno, segundo o WatchMojo
A sincera opinião de Paul Stanley sobre seu ídolo Jimmy Page
O melhor cantor que surgiu após os anos 1970, segundo Jimmy Page
Os cinco guitarristas favoritos de Dave Mustaine e o motivo de cada escolha
O hit de 1958 que Jimmy Page e Bob Dylan concordam ser obra-prima: "Fenomenal"
Os cinco maiores solos de guitarra de Jimmy Page no Led Zeppelin
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley
A canção dos anos 50 que Robert Plant considera a base do rock pesado
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
O dia que Mick Jagger citou Megadeth e Led Zeppelin como exemplos do que não queria ser
Mike Portnoy, do Dream Theater, elege os seus cinco bateristas preferidos


