O guitarrista que Brian May diz ter inventado "um gênero inteiro" a partir do zero
Por Bruce William
Postado em 26 de janeiro de 2026
A Far Out recuperou uma fala do Brian May em que ele desmonta, com calma, aquela ideia de que alguém "nasce do nada" na música. Pra ele, todo mundo é influenciado por alguma coisa e, justamente por isso, ser completamente original é algo muito raro raro. A exceção que ele coloca na conversa tem nome e sobrenome: Tony Iommi, do Black Sabbath.
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May diz isso com uma frase que já entrega o eixo da nota: "É muito difícil ser verdadeiramente original na música, porque todos nós precisamos ser influenciados por alguma coisa, senão não existiríamos." A partir daí ele puxa Iommi pra um lugar diferente: "Mas eu não sei de onde veio a coisa do Tony, cara. Eu realmente não sei."
Na sequência, ele descreve o que enxerga como a "virada" do Sabbath, que é quando fez algo que deu uma sensação de que aquilo abriu uma porta que não estava aberta do mesmo jeito antes. "Ele começa a fazer esse negócio de riffs, e é muito sombrio. Tem um ponto na música em que as pessoas querem ficar com raiva e pesar nas guitarras."
O site ainda destaca um segundo trecho em que May vai além do elogio genérico e tenta apontar o que Iommi teria "trazido" como possibilidade de som: "É pegajoso, sombrio e profundo... Tony trouxe todo o espectro do que você podia fazer com aquelas cordas graves da guitarra pra um pacote só." E completa: "Foi completamente original - levou tempo pra as pessoas admitirem que o Black Sabbath era totalmente original."
Como "veredito", a ideia central fica simples: na visão do May, quase todo mundo precisa de referências pra existir, e o Iommi seria uma das raras figuras que parecem ter puxado algo de um lugar que ninguém estava explorando daquele jeito. Ou seja, isso aponta a criação de um "gênero inteiro" em torno da linguagem de riffs e do clima que o Sabbath colocou na mesa.
E, do ponto de vista histórico, essa leitura não aparece só ali: o próprio verbete do Iommi reúne várias citações de músicos chamando ele de "criador" ou "pai" do heavy metal. A fala do May entra nessa mesma tradição - com o detalhe de ele tentar explicar o porquê (cordas graves, riffs e a estética mais sombria), e não só soltar um elogio solto.
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