Os álbuns do Kiss em que Gene Simmons e Peter Criss não tocaram, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de janeiro de 2026
Em entrevista ao podcast Benja Me Mucho, o crítico musical Regis Tadeu chamou atenção para um aspecto pouco conhecido da história do Kiss: nem sempre seus integrantes listados na ficha técnica estiveram, de fato, tocando nos discos lançados pela banda. Pelo menos é a visão de Regis, que acompanha a trajetória do grupo com atenção e percebeu que, especialmente a partir do fim dos anos 1970, a formação "oficial" nem sempre correspondia à formação real em estúdio.
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Ao falar sobre os primeiros anos do Kiss, Regis destacou que, nos shows iniciais - antes e logo depois do lançamento do álbum de estreia - havia uma dinâmica muito clara entre os músicos. Para ele, naquele momento, o melhor músico da banda era Peter Criss. "Quem é fã de Kiss sabe do que eu tô falando. Nos primeiros shows, o melhor músico da banda era o Peter Criss, o baterista", afirmou. No entanto, esse cenário mudaria rapidamente.
Segundo Regis, os problemas pessoais de Peter Criss, especialmente com o álcool, fizeram com que ele deixasse de gravar partes importantes em estúdio. "Depois ele degringolou. Começou a beber tanto que nem os discos ele gravava mais", disse. Ele citou diretamente dois álbuns em que Peter Criss não teria tocado bateria: Dynasty (1979) e Unmasked (1980), ambos marcados por uma sonoridade mais pop e distante do hard rock cru do início da banda.
Regis também afirmou que essa prática não se limitou ao baterista. De acordo com ele, há discos do Kiss em que nem mesmo Gene Simmons participou das gravações instrumentais. Um exemplo citado foi Creatures of the Night (1982), álbum conhecido pelo peso e pela bateria agressiva, mas que, segundo o crítico, não contou com Gene tocando baixo em estúdio.
Para Regis, entender esses bastidores é fundamental para analisar a discografia do Kiss sem mitificação. A banda construiu clássicos, lotou arenas e criou uma identidade visual única, mas nem sempre foi fiel à ideia de "quatro músicos tocando juntos". E, como ele costuma reforçar, reconhecer essas falhas não diminui a importância do Kiss - apenas a coloca em perspectiva histórica.
Confira a entrevista completa abaixo.
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