A diferença entre Adrian Smith e Richie Kotzen, segundo Bruno Valverde e Julia Lage
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de abril de 2026
Os brasileiros Julia Lage e Bruno Valverde sobem ao palco com o Smith/Kotzen no domingo, dia 26 de abril, no Bangers Open Air, divulgando o novo álbum "Black Light / White Noise". Em entrevista ao Whiplash.Net, os músicos comentaram não apenas o disco e a expectativa para o show, mas também as particularidades dos guitarristas que lideram o projeto.

Ao falar sobre o trabalho recente, a dupla destacou a boa repercussão do álbum e a forte resposta dos fãs brasileiros, que constantemente pedem apresentações no país. A vinda para o Bangers, portanto, surge como uma oportunidade de atender a essa demanda e fortalecer a conexão com o público local.
Durante a conversa, Julia e Bruno também foram questionados sobre as diferenças entre os estilos de Adrian Smith e Richie Kotzen - dois músicos com abordagens bastante distintas. Para Julia, o diferencial de Adrian está na construção melódica: "Os solos dele são quase coisas que você consegue cantar junto", explicou, ressaltando a capacidade do guitarrista de criar frases marcantes.
Já Kotzen segue um caminho diferente. "Ele é o rei da improvisação", afirmou a baixista, destacando que o músico raramente repete ideias ao vivo e prefere arriscar novas abordagens a cada apresentação. Segundo ela, isso torna cada show único - inclusive para a própria banda, que precisa estar atenta às mudanças em tempo real.
Bruno Valverde concordou com a análise e acrescentou que as diferenças vão além da técnica, chegando também ao timbre. Enquanto Adrian tende a um som mais associado ao heavy metal, Kotzen trabalha com uma abordagem mais limpa e dinâmica. "Eles se complementam bem, não são dois caras fazendo a mesma coisa", disse.
O baterista ainda ressaltou como essa característica influencia diretamente a performance ao vivo. "Todo show tem algo diferente no improviso", comentou, explicando que isso exige atenção constante da base rítmica para acompanhar possíveis variações.
Confira a entrevista abaixo.
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