Como o Iron Maiden foi de banda banida por "satanismo" a símbolo de liberdade no Chile
Por Emanuel Seagal
Postado em 16 de maio de 2026
O radialista chileno Lobo Araneda relembrou as dificuldades de ser fã de heavy metal durante a ditadura de Augusto Pinochet e como o Iron Maiden se tornou um símbolo de liberdade para o país. Ao ser entrevistado por Dave Everley, da revista Metal Hammer, o apresentador da Radio Futuro falou sobre a repressão dos anos 80 e a censura religiosa que impediu o show do grupo em Santiago em 1992.
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Lobo descreveu um cenário de perseguição onde o visual dos headbangers era alvo direto da polícia. "Se a polícia te pegasse bebendo, eles poderiam cortar seu cabelo. Aconteceu com muitos amigos meus", relatou. O radialista explicou que o clima era de constante tensão: "Se você saísse para uma festa ou para encontrar alguma garota depois do toque de recolher e a polícia te pegasse, eles te tratariam muito mal."
Mesmo após o regime militar, a influência da Igreja Católica resultou no cancelamento do show de 1992 na Estación Mapocho. Segundo o radialista, as autoridades religiosas alegaram que a banda "perturbaria os jovens por causa do satanismo em suas letras". A banda tocou no país em 1996, com Blaze Bayley, em um show marcado por um incidente em que um fã cuspiu na banda. "Eles acabaram expulsando o cara. Mas foi um ótimo show", relembrou.
Para o chileno, a conexão da América do Sul com a banda vai além da música. "A banda representava a liberdade para as pessoas que cresceram nessas situações. Quando você descobre o Maiden quando criança, as letras deles são como um sonho - elas te tiram da realidade que você vê todos os dias e te mostram uma realidade diferente", concluiu.
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