Os melhores álbuns de todos os tempos, segundo Eric Martin, do Mr. Big
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de junho de 2026
Em entrevista a Gustavo Maiato, do Whiplash.Net, Eric Martin foi desafiado a escolher cinco discos que mais impactaram sua vida e carreira. O vocalista do Mr. Big brincou com a dificuldade da missão: "Só cinco, hein?".
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O primeiro citado foi "The Motown Story", coletânea que reunia nomes como The Temptations, The Supremes, Four Tops e Jackson 5. "Eu amava ouvir aquelas músicas", contou Martin. Ele também destacou Levi Stubbs, vocalista do Four Tops: "Eu amava ele. Nunca falo sobre ele. Tinha uma voz rouca matadora".
Eric explicou que cresceu ouvindo muita soul music e R&B. "Eu amava música da Motown crescendo. Ainda tenho o álbum na seção M da minha biblioteca." O cantor revelou ainda uma brincadeira de juventude: "Quando era mais novo, mudei o 'Motown' para 'Martin'. Raspei o nome e estraguei o disco. Agora está escrito 'The Martin Story'".
Na sequência, Martin citou o primeiro álbum do Bad Company, chamado "Bad Company". "Quando comecei a tocar em bandas, eu basicamente cantava todas aquelas músicas", disse. Ele lembrou que costumava usar "Can't Get Enough" em audições e reforçou sua devoção por Paul Rodgers: "Meu cantor favorito no mundo inteiro é Paul Rodgers".
Led Zeppelin também entrou na conversa, especialmente "Physical Graffiti". Martin disse gostar da banda, mas admitiu que nunca foi tão fanático pelo lado mais bruto do grupo. "Eu amava mais as partes melódicas, o jeito mais bluesy e suave dele cantar", comentou, antes de citar "Trampled Underfoot" como uma faixa que o atraía bastante.
Outro disco importante foi "Cosmo's Factory", do Creedence Clearwater Revival. Eric elogiou a voz de John Fogerty e disse que ela tinha "quase uma qualidade metal", por causa do timbre agressivo e rouco. "Eu amava porque era diferente de todo mundo", afirmou.
Martin também escolheu "Every Picture Tells a Story", de Rod Stewart. O cantor destacou especialmente "Maggie May" e explicou o que o atraía nesse tipo de interpretação: "Eu amo a emoção e a dor. Parece dolorido, mas te entrega tanta emoção". Para ele, essa intensidade vocal também aparecia em Paul Rodgers e outros cantores que marcaram sua formação.
Como bônus, Eric incluiu "Performance: Rockin' the Fillmore", do Humble Pie. Ele definiu Steve Marriott como um vocalista imprevisível e selvagem. "Era como um demônio da Tasmânia cantando", disse. "Ninguém podia dizer a Steve Marriott: 'Você pode cantar hoje igual cantou ontem?'. Ele responderia: 'Não, vou fazer o que eu quiser'."
Ao explicar essas escolhas, Martin deixou claro que sua formação veio de uma mistura entre R&B, soul e rock britânico dos anos 1960 e 1970. "Eu estava juntando todas as minhas influências. Tinha aquele fundo enorme de R&B e Motown, e de repente vieram esses britânicos incendiando tudo: Robert Plant, Paul Rodgers, Steve Marriott, Rod Stewart e até Mick Jagger."
Os discos citados por Eric Martin:
"The Motown Story" - vários artistas
"Bad Company" - Bad Company
"Physical Graffiti" - Led Zeppelin
"Cosmo's Factory" - Creedence Clearwater Revival
"Every Picture Tells a Story" - Rod Stewart
"Performance: Rockin' the Fillmore" - Humble Pie
Confira a entrevista complete abaixo.
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