O disco do Megadeth que David Ellefson definiu como um "passo para trás"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 31 de julho de 2026
O Megadeth teve várias formações durante a sua movimentada carreira, iniciada em 1983, depois que o guitarrista Dave Mustaine foi demitido do Metallica. Ao longo dessa trajetória, ele contou com os serviços de diversos músicos, e nenhum deles passou tanto tempo no grupo quanto o baixista David Ellefson.
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Nascido no estado de Minnesota, Ellefson teve duas longas passagens pelo Megadeth, totalizando 30 anos como integrante do quarteto. O baixista gravou boa parte da discografia do conjunto, incluindo "So Far, So Good… So What!" (1988).
Terceiro disco de estúdio do Megadeth, "So Far, So Good… So What!" é o único registro da banda a contar com o guitarrista Jeff Young e o baterista Chuck Behler. O álbum tem como principal destaque "In My Darkest Hour", que acabou se tornando um clássico.
Apesar de trazer "In My Darkest Hour" em sua lista de faixas, "So Far, So Good… So What!" não figura entre as obras mais memoráveis do Megadeth. O próprio Ellefson vê o trabalho como um retrocesso.
Ellefson falou sobre "So Far, So Good… So What!" em entrevista concedida à Metal Hammer. Na ocasião, citou problemas relacionados à formação e ao cronograma apertado.
"Tudo relacionado ao disco foi feito às pressas. Tínhamos um cronograma irrealista para cumprir e, para ser honesto, a formação da banda simplesmente não era a certa. Nem Chuck nem Jeff se encaixavam muito bem – não que eles não sejam ótimos músicos, mas não para o Megadeth. Para mim, 'So Far, So Good…' foi um passo para trás."
A segunda passagem de Ellefson pelo Megadeth chegou ao fim em maio de 2021. O último álbum gravado pelo baixista com o grupo foi "Dystopia" (2016).
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