"Inventaram que o RPM acabou porque eu queria cantar", diz Fernando Deluqui
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de julho de 2026
O RPM alcançou um sucesso meteórico e, ao mesmo tempo, enfrentou muitos conflitos internos. Dono de uma sequência de hits que marcou os anos 1980, o grupo também acumulou desentendimentos entre seus integrantes, separações, reuniões e disputas judiciais que se estenderam por décadas. Até hoje, versões diferentes sobre o fim definitivo da formação clássica continuam surgindo.
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Em entrevista ao canal Francamente, o guitarrista Fernando Deluqui rebateu uma das narrativas que circularam após a ruptura com Paulo Ricardo em 2017. Segundo o guitarrista, a ideia de que ele teria provocado o fim do RPM por querer assumir os vocais da banda não corresponde aos fatos.
"Tem gente que inventou por aí que o RPM acabou porque o Nando queria cantar. Nesse álbum eu não só não cantei, como também não toquei nenhuma música minha. Mesmo assim fui lá e o RPM continuou vivo até 2017", afirmou o músico. Deluqui se referia ao disco gravado na reunião da formação clássica, quando, segundo ele, não conseguiu incluir nenhuma composição própria nem participou como cantor.
Na mesma entrevista, o guitarrista afirmou que a dinâmica criativa do grupo era concentrada em Paulo Ricardo e Luiz Schiavon. "Eles fizeram um disco que tinha quatro hitaços. Esses hits fizeram muita diferença para a carreira da banda. Isso começou a ser uma moeda de troca deles, uma espécie de imposição", declarou. Segundo Deluqui, a situação se repetiu no retorno do RPM, quando suas músicas ficaram de fora tanto do álbum quanto do repertório dos shows.
As declarações contrastam com a versão apresentada por Paulo Ricardo em entrevista publicada pelo Whiplash.Net em agosto de 2025. O cantor afirmou que, após o show realizado no cruzeiro Energia na Véia, em março de 2017, Deluqui comunicou que os demais integrantes haviam decidido seguir sem ele e que o guitarrista assumiria os vocais.
"Assim que o show terminou Deluqui veio me dizer que eles mudaram de ideia e que iriam seguir sem mim e ele assumiria os vocais. Logo depois, entraram na justiça para tentar me impedir de cantar minhas próprias músicas gravadas pela banda", declarou o vocalista na ocasião.
A disputa acabou migrando para os tribunais e se estendeu por anos. Em 2024, Paulo Ricardo venceu a ação envolvendo o uso da marca RPM, mas autorizou que Deluqui continuasse utilizando o nome RPM O Legado para identificar sua atual banda. Desde então, cada um dos antigos integrantes passou a apresentar publicamente sua interpretação sobre os acontecimentos que levaram ao fim definitivo da formação clássica.
Confira a entrevista completa abaixo.
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