Jeff Scott Soto mantém esperanças de fazer as pazes com Yngwie Malmsteen
Por João Renato Alves
Postado em 30 de agosto de 2026
Durante entrevista ao Rocking With Jam Man, Jeff Scott Soto comentou a recente reunião de Ritchie Blackmore com o Deep Purple. Após 33 anos, o guitarrista subiu ao palco novamente com a banda que o consagrou, fazendo a alegria dos fãs.
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A situação aludiu a Yngwie Malmsteen, um eterno discípulo do instrumentista. Vocalista dos primeiros álbuns do sueco, o cantor não perde a esperança de que os dois possam fazer as pazes no futuro.
"Foi um momento emocionante que ninguém esperava que acontecesse, muito menos que ocorresse durante a nossa vida. E ver isso acontecer só prova que existe esperança. Existe a chance de consertar qualquer coisa que esteja rachada ou quebrada. Existe aquela 'Super Bonder' que você pode aplicar em praticamente qualquer situação. Por isso, nunca vou deixar de estender a mão em sinal de paz, dizendo ao Yngwie que não há motivo algum para haver qualquer animosidade ou barreiras entre nós. Espero que um dia possamos deixar isso de lado. Se não for para trabalharmos juntos, tudo bem. Eu me importo mais com o lado pessoal, a amizade."
Aos 60 anos, o cantor já pensa no que ficará para trás. "Não quero ter inimigos quando deixar este mundo. Quero partir com a consciência tranquila de que estava tudo bem entre mim e as outras pessoas, não carregar esse tipo de coisa. Qualquer coisa que se acrescente a isso - uma reunião, um show, uma participação especial - é lucro. É a cereja do bolo. O que importa é o bolo em si: para mim, isso significa recuperar a amizade intacta e acabar com qualquer animosidade."
Soto entende que os rumores que circulam na internet não ajudam para acalmar os ânimos. "A World Wide Web sempre está tentando inventar coisas que não existem, só para acrescentar mais detalhes à história, e por aí vai. E, mais uma vez, é por isso que deixo bem claro - quando estendo a mão em sinal de paz, deixo bem claro que não tenho segundas intenções. Não tenho nenhum plano oculto. A questão é simplesmente que quero ser amigo do cara. Nós tivemos uma grande amizade."
Mesmo ciente da reputação difícil do sueco, Jeff diz que sabe como superar esse detalhe. "Entendi como era ser amigo do Yngwie. Entendi quem era e como é e, a partir disso, aceitei o meu papel na forma como interajo com ele. E, sim, talvez precise ser um pouco menos 'eu mesmo' para que a gente consiga conviver em paz, mas fico tranquilo com isso. Sou um camaleão. Consigo conviver com pessoas que não pensam nem sentem a vida da mesma maneira que eu. Para mim, o que importa é haver uma boa convivência, e nós tínhamos isso. Mas, infelizmente, algo acabou acontecendo ao longo dos anos e, como disse, não há motivo para que isso não possa ser superado e para que não possamos seguir em frente."
Apesar de deixar claro que a motivação é pessoal, JSS foi questionado se aceitaria ao menos participar de um show de Malmsteen. "Não posso falar por ele, mas posso falar por mim: a resposta é 100% sim. Sem pensar duas vezes. E me sentiria satisfeito em saber que aquela única vez, aquela única oportunidade, foi suficiente para enterrarmos o passado e seguirmos em frente, mesmo que nunca mais façamos nada juntos. Isso abre a porta para voltarmos a ser amigos, poder ligar no aniversário dele, desejar um 'feliz Natal' ou perguntar 'como vai a família?'. É disso que sinto falta na nossa relação. Não estou nem aí para coisas do tipo 'ah, quero gravar outro disco com ele' ou 'ah, se eu fizer algo com o Yngwie, vou ganhar muita repercussão nas redes sociais'. Tudo isso não significa nada para mim. Zero."
Jeff Scott Soto gravou os dois primeiros álbuns de estúdio de Yngwie Malmsteen, "Rising Force" (1984) e "Marching Out" (1985). Também fez a turnê do terceiro, "Trilogy" (1986), gravado com Mark Boals nos vocais. Ainda participou de algumas faixas do disco de covers "Inspiration" (1996).
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