Os 10 melhores álbuns de death metal dos anos 1990 segundo o Metal Injection
Por João Renato Alves
Postado em 26 de agosto de 2026
A despeito das mudanças no mainstream metálico dos anos 1990, o death metal experimentou seu auge na década em questão. Sobrevivendo no underground, o estilo forjou o próprio caminho, com representantes em todo o mundo. O Metal Injection selecionou 10 álbuns que representam o período.
Melhores e Maiores - Mais Listas
Entombed - Left Hand Path (1990): "Gravado em menos de uma semana no Sunlight Studio, em dezembro de 1989, com o produtor Tomas Skogsberg, o álbum de estreia do quarteto de Estocolmo praticamente inventou o death metal sueco como uma sonoridade própria e distinta. O timbre de guitarra 'serrador' de Nicke Andersson - obtido ao utilizar um pedal Boss HM-2 com a distorção no máximo - tornou-se a assinatura sonora definitiva do gênero quase da noite para o dia. Alex Hellid tirou o título do álbum diretamente de 'A Bíblia Satânica', de Anton LaVey. A sinistra pausa atmosférica da faixa-título, construída em torno de um sample do filme 'Phantasm' (1979), permanece como um dos momentos mais reconhecíveis do gênero. Trinta e cinco anos depois, aquele timbre ainda não foi - nem precisa ser - superado."
Deicide - Deicide (1990): "Diz a lenda que Glen Benton entrou no escritório de A&R da Roadrunner e bateu a demo com força sobre a mesa; o álbum de estreia autointitulado que se seguiu fez jus a toda essa confiança. Gravado no Morrisound com Scott Burns, o disco reformulou as seis músicas da demo 'Sacrificial' da banda, acrescentando duas faixas inéditas: 'Deicide' e 'Mephistopheles'. Os solos de guitarra técnicos e sobrepostos de Eric e Brian Hoffman conferiram ao álbum uma complexidade que contrastava com as limitações orçamentárias da produção. Embora Benton tenha manifestado posteriormente sua insatisfação com a produção, a composição e a virulência declaradamente antirreligiosa transformaram este trabalho em um dos álbuns de death metal mais vendidos da era SoundScan."
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Obituary - Cause of Death (1990): "O segundo álbum da banda de Tampa, novamente produzido por Scott Burns no Morrisound, marcou a única participação em estúdio do ex-guitarrista do Death, James Murphy, e a estreia do baixista Frank Watkins. Enquanto grande parte da cena da Flórida buscava velocidade bruta, o Obituary apostou em passagens mais lentas e carregadas de groove, o que gerou comparações com Celtic Frost e Hellhammer. A interpretação vocal de John Tardy - mais próxima de um uivo de dor do que de um gutural convencional - tornou-se um dos estilos mais imitados do gênero. A arte da capa, assinada por Michael Whelan, conferiu ao disco uma atmosfera pictórica e de um pavor quase gótico, harmonizando-se com a ameaça cadenciada da música. Este álbum é amplamente considerado um dos registros fundamentais do início do gênero, servindo de modelo para a construção de peso através de espaço e groove, em vez de depender apenas da velocidade pura."
Morbid Angel - Blessed Are the Sick (1991): "Gravado no Morrisound em janeiro e fevereiro de 1991, o segundo álbum da banda aprofundou tudo o que seu disco anterior, 'Altars of Madness', havia estabelecido um ano antes. Três faixas foram retrabalhadas a partir da demo inédita da banda de 1986, 'Abominations of Desolation', conferindo ao disco uma continuidade peculiar em relação às composições mais antigas de Trey Azagthoth. As passagens instrumentais e a atmosfera lovecraftiana o diferenciavam da velocidade direta de seu antecessor, trocando a rapidez por um pavor genuíno. Os vocais e o baixo de David Vincent, somados a letras cada vez mais ambiciosas, conferiram à banda uma dimensão teatral que poucos grupos de death metal ousavam explorar na época. Para muitos, a obra permanece como o ponto alto da fase áurea da banda."
Death - Human (1991): "Chuck Schuldiner reconstruiu a banda do zero após uma disputa judicial com ex-integrantes, recrutando Paul Masvidal e Sean Reinert, do Cynic, ao lado do baixista Steve DiGiorgio, do Sadus. O resultado - gravado no Morrisound em maio de 1991 - é amplamente considerado o álbum que serviu de ponte entre o death metal da velha guarda e o movimento de death metal técnico que viria a seguir. A química da formação era tão poderosa que moldou diretamente tanto os rumos futuros do Cynic quanto os do próprio Death. Este foi o único álbum a contar com essa combinação específica de músicos, constituindo uma convergência de talentos única e irrepetível."
Suffocation - Effigy of the Forgotten (1991): "O Suffocation, de Centereach, Nova York, gravou seu álbum de estreia no Morrisound em junho de 1991 com Scott Burns, dedicando o trabalho ao baixista do Atheist, Roger Patterson, que havia falecido em um acidente de carro naquele mesmo ano. O guitarrista Terrance Hobbs descreveu mais tarde o processo de composição como simples e coletivo: um grupo de adolescentes criando riffs em um porão por horas a fio. O vocal gutural ultra-grave de Frank Mullen e os riffs da banda - com afinação baixa e repletos de breakdowns - tornaram-se a referência direta para o brutal death metal como um subgênero distinto. Décadas depois, o álbum continua sendo o mais citado como o verdadeiro ponto de partida do estilo."
Cannibal Corpse - Tomb of the Mutilated (1992): "Gravado no Morrisound ao longo de duas semanas em junho de 1992, o terceiro álbum da banda de Buffalo marcou seu último lançamento com o guitarrista e membro fundador Bob Rusay - que, segundo o grupo, não gravou nenhuma base de guitarra no disco, a pedido do produtor Scott Burns. A polêmica capa, que retrata dois zumbis em um ato explícito, fez com que o álbum fosse banido na Alemanha até 2006. Os vocais de Chris Barnes foram gravados sem o uso de harmonizador eletrônico, detalhe que o encarte do álbum destacava com orgulho. Desde então, 'Hammer Smashed Face' tornou-se, possivelmente, a música mais reconhecida na história do death metal."
Carcass - Heartwork (1993): "Bill Steer e Michael Amott trocaram parte da estética grotesca e obcecada por gore da banda por uma melodia genuína, e o resultado serviu de modelo para todo um subgênero. 'Buried Dreams' e a própria faixa-título, 'Heartwork', trazem ganchos musicais afiados como navalhas, envoltos em um timbre de guitarra que as bandas de Gotemburgo passariam o restante da década tentando replicar. O vocal de Jeff Walker permanece feroz mesmo à medida que a composição se torna mais acessível - uma prova de que melodia e brutalidade nunca foram, de fato, incompatíveis. Este é o álbum em que o death metal descobriu que poderia ser belo sem perder a agressividade, e sua influência é onipresente no melodic death metal como gênero."
At the Gates - Slaughter of the Soul (1995): "Gravado no Studio Fredman, em Gotemburgo, ao longo de três meses em 1995 com o então desconhecido produtor Fredrik Nordström, o quarto e último álbum da banda sueca antes de sua separação de onze anos tornou-se o registro definitivo da sonoridade de Gotemburgo. O baixista Jonas Björler afirmou que a banda não tinha um plano concreto ao iniciar o trabalho, limitando-se a compor músicas mais concisas e diretas do que anteriormente. As letras de Tomas Lindberg e o título do álbum foram inspirados no romance 'The Dice Man', de Luke Rhinehart. É difícil superestimar a influência que a obra exerceu sobre o melodic death metal e, posteriormente, sobre toda uma geração de bandas americanas de metalcore, de Killswitch Engage a Trivium."
Gorguts - Obscura (1998): "Composto entre 1993 e 1994, mas deixado de lado por anos devido à falta de interesse de gravadoras, o terceiro álbum da banda quebequense Gorguts finalmente foi lançado pelo selo independente Olympic Recordings, após Luc Lemay reformular a formação com o guitarrista Steeve Hurdle, o baixista Steve Cloutier e o baterista Patrick Robert. A sonoridade dissonante e atonal dividiu opiniões no lançamento: alguns a consideravam excêntrica demais, enquanto outros a reconheciam imediatamente como um marco. Vale notar que o baterista creditado, Steve MacDonald, não chegou a tocar na gravação; ele compôs grande parte das partes de bateria que Robert acabou executando e enriquecendo. Desde então, o álbum tornou-se uma das obras mais influentes do death metal de vanguarda já produzidas."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Álbum do Sepultura é citado como um dos melhores discos do thrash metal em lista da Kerrang!
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
Os melhores álbuns de metal lançados em 1986, segundo Gastão Moreira
Os 10 melhores discos do thrash metal, de acordo com a Kerrang!
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
O erro de avaliação de David Gilmour sobre o "Dark Side of the Moon"
Rudy Sarzo sobre Rhoads x Van Halen: "Pessoas não sabem diferença entre opinião e fato"
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
A banda de rock nacional dos anos 1980 que Lobão comparou com o Palhaço Carequinha
Os 10 melhores discos do Kiss, em lista do Classic Rock History
O guitarrista brasileiro que compôs frevo inspirado em Yngwie Malmsteen
Nicko McBrain quis deixar o Iron Maiden nos anos 1980 por ter errado em um show
Metallica: James Hetfield comenta sobre egos, Mustaine, Load e homossexualidade
O megahit do Ultraje a Rigor inspirado em polêmico discurso do saudoso Pelé
A opinião de Raul Seixas sobre o Led Zeppelin e a cena do rock brasileiro nos anos 1980
10 discos dos anos 90 que são perfeitos, segundo o Classic Rock History
As 5 melhores músicas do Metallica que foram gravadas por Cliff Burton, segundo a Revolver
Os 100 melhores discos de rock dos anos 90, segundo o Classic Rock History
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Metal Hammer e Classic Rock ranqueiam discografia do Judas Priest
A melhor música de todos os tempos, na opinião de Humberto Gessinger
Os cinco músicos favoritos do lendário Jimi Hendrix, segundo o próprio
