A canção que Stewart Copeland se arrependeu de deixar de fora de álbum clássico do The Police
Por Bruce William
Postado em 08 de setembro de 2026
Nem toda escolha feita dentro de um estúdio parece tão boa décadas depois. Stewart Copeland descobriu isso ao revisitar a história de "Murder By Numbers", faixa gravada durante as sessões de "Synchronicity", último álbum de estúdio do The Police.
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A música nasceu de uma ideia mais sombria e jazzística, construída em torno de uma letra de Sting sobre assassinato tratado quase como método ou cálculo. O clima da faixa combinava com a fase estranha e tensa que a banda atravessava enquanto trabalhava no disco em Montserrat.
Quando chegou a hora de decidir o que entraria no álbum, "Murder By Numbers" acabou disputando espaço com "Miss Gradenko", composição de Stewart Copeland. Segundo o baterista, os integrantes ouviram as duas faixas e a segunda pareceu uma escolha mais óbvia naquele momento.
"'Murder By Numbers' passa e eu penso: 'Essa é uma música do caralho'. Aí entra 'Miss Gradenko', toda brilhante, e parece uma escolha óbvia", relembrou Copeland. "Então 'Miss Gradenko' entrou no disco e 'Murder By Numbers' foi relegada ao lado B."
O tempo, porém, fez Copeland rever a decisão. Tocando as duas músicas em apresentações posteriores, inclusive com orquestra, ele percebeu que "Murder By Numbers" tinha uma força que talvez não fosse tão evidente dentro do estúdio. "Desde aquele dia, toquei as duas músicas com uma orquestra gigante, e 'Murder By Numbers' incendeia a casa toda vez", afirmou, em fala republicada na Far Out.
A ironia é que "Synchronicity" acabou se tornando justamente o maior sucesso comercial do The Police, com "Every Breath You Take", "King of Pain" e "Wrapped Around Your Finger" entre os destaques. Mesmo assim, Copeland parece ter guardado a sensação de que uma das escolhas feitas na montagem final do álbum poderia ter sido diferente.
No fim, "Murder By Numbers" sobreviveu fora da sequência principal do disco e acabou ganhando outra vida nos palcos. Para Copeland, isso foi suficiente para transformar uma antiga decisão de estúdio em algo que, décadas depois, ainda parece um pequeno erro de julgamento.
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