A banda que levou 25 anos para terminar uma música: "Eu vou descobrir"
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de novembro de 2026
Josh Homme costuma guardar ideias musicais em gravações soltas e, mais recentemente, no celular. Cada uma recebe um título que pode ser apenas provisório, e algumas dessas sementes levam anos para virar canção. Em entrevista ao canal de Rick Beato no YouTube, o vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age falou sobre o próximo disco da banda. Até então, o entrevistador só tinha ouvido a única faixa divulgada.
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Segundo Homme, o novo trabalho ganhou forma rapidamente, mas reúne canções que estavam em pedaços havia 25 anos. O ponto de virada foram as apresentações nas Catacumbas de Paris. Elas deram origem a uma turnê feita em grande parte com uma pequena orquestra, que ele descreveu como "maltrapilha e capenga". Depois dessa experiência, o grupo voltou ao estúdio para gravar mais material.
"Fizemos aquela coisa nas Catacumbas de Paris e foi muito impactante. Pareceu tão especial, como quando você sente que realmente se conectou com algo, ou que algo sobre tocar música foi revelado a você. Começamos a gravar e a reescrever músicas, e, em vez de uma parede de fuzz, era uma única coisa distorcida, o que tinha um peso muito diferente. É como quando você ouve Morricone e tem uma guitarra apimentada, e você pensa: 'Meu Deus, essa coisa é importante'", contou.
"Temos algumas músicas no nosso novo disco, e uma delas tem 25 anos. As raízes dela foram gravadas há 15 anos, e eu simplesmente não entendia direito. Eu não conseguia encontrar o ângulo dessa coisa, e encontrei. Neste caso, eu não sabia do que ela tratava. Eu sabia qual era o título, e o título me manteve amarrado. Ela se chama 'Run Away from the Mob'. Mas eu também pensava: 'Eu vou descobrir. Não estou preocupado. Tudo bem eu estar mentalmente incapaz neste momento'. Também não vou me martirizar por isso. Eu vou chegar lá."
O músico também antecipou o clima do sucessor. Depois de vários discos que exploraram o peso por meio da distorção, de riffs brutais e da estranheza, a banda agora usa o vazio para criar tensão. "É um disco muito mais sombrio. Tem mais a ver com um disco nosso chamado '...Like Clockwork'", afirmou.
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