A banda de heavy metal que Josh Homme ama, mas não quer imitar de jeito nenhum
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de outubro de 2026
Desde os tempos do Kyuss, Josh Homme carrega um rótulo que nunca abraçou por completo. Em entrevista ao canal de Rick Beato no YouTube, o vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age comentou o termo stoner rock, usado há décadas para enquadrar a cena surgida no deserto da Califórnia. Ele explicou por que sempre preferiu manter distância dele.
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Homme contou que, sempre que alguém tentava gentilmente incluí-lo na cena, ele dava um passo para o lado ou inventava um nome próprio, como desert rock. "Eu sei que é um gênero na loja de discos, e sei que é assim porque as pessoas amam isso e querem jogar um laço bem largo em volta de um estilo, juntar tudo e dizer que está ali dentro. E acho isso legal. Eu só sempre quis, naturalmente, não fazer parte de algo, porque quero que alguém pergunte qual é o meu gênero e outra pessoa responda: 'É complicado'", afirmou.
"Acho que, no mundo do stoner rock, é mais baseado no Sabbath. E eu respeito isso, porque amo muito o Black Sabbath. É uma daquelas bandas em que você pensa: 'Uau, essa música também é boa'. Isso continua acontecendo sem parar, toda música é muito boa. Acho que às vezes algumas bandas nessa área soam demais desse jeito, e eu não quero soar como o 15º melhor cover do Sabbath. E algumas são realmente incríveis, sabe?"
Segundo ele, a alternativa nasceu da vontade de levar o som para outros territórios, sem abrir mão da melodia. "Acho que o desert rock parecia muito mais amplo e provavelmente um pouco mais psicodélico. É o que eu tentei levar adiante: arranjos pouco convencionais, tentativas de fazer uma música de oito minutos que não seja chata, o que já é um desafio por si só, mas também poder ser acústico e, no fim, com sorte, grudento de algum jeito", explicou.
Ao lembrar o início em Palm Desert, na Califórnia, Homme contou que soar como si mesmo era quase uma obrigação, já que quem copiava os outros virava alvo de piada. Sem clubes na região, as bandas tocavam em festas ao ar livre. A saída dele foi afinar as guitarras o mais grave possível e recorrer a amplificadores de baixo. O Black Flag, uma das poucas bandas que se apresentaram no deserto, serviu de modelo, porque sua presença dizia na prática: faça você mesmo.
Confira o vídeo completo abaixo.
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