Scott Weiland: 7 músicas em que ele mostrou a que veio
Por João Pedro Andrade
Postado em 16 de dezembro de 2015
Scott era um músico dedicado e talentoso e sua colaboração para a música não pode ser mensurada. Durante três décadas de carreira, ele liderou bandas lendárias, como Stone Temple Pilots e Velvet Revolver, além de bandas de menor exposição, como Art of Anarchy e The Wildabouts, que o acompanhava em sua carreira solo.
Com uma performance enérgica, Weiland possuia a capacidade de se reinventar a cada música, como um ator troca de personagem. No início de sua carreira como líder do STP, ele apresentava uma voz barítona, grave, frequentemente comparada com o estilo vocal de Eddie Vedder, vocalista, do Pearl Jam. No terceiro álbum da carreira da banda, Tiny Music… Songs From The Vatican Gift Shop, de 1996, Scott já mostrava a evolução no seu modo de cantar, com vocais de alcance bem mais agudo, que combinavam com a influência sessentista que a banda optou por seguir nesse trabalho. Em seu primeiro trabalho solo, de 1998, 12 Bar Blues, o músico já havia se reinventado novamente, com tons sombrios e psicodélicos. À frente do Velvet Revolver, Weiland optou por uma linha vocal extensa, indo do grave barítono dos seus primeiros anos de Stone Temple Pilots, até o vocal rasgado e sujo, que combinava com o hard rock apresentado pela banda. No seu segundo disco solo "Happy" In Galoshes, de 2008, Scott busca explorar uma grande variedade de estilos musicais, passando pela bossa nova, o country e o indie rock. E, finalmente, em seu terceiro trabalho solo, The Most Wonderful Time Of The Year, de 2011, um disco natalino, o cantor revela o lado seu ‘crooner’ ainda inexplorado, ao melhor estilo Frank Sinatra e Sammy Davis Jr.
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A causa de sua morte, até o momento da postagem desse texto, ainda não foi revelada, mas sua luta contra o álcool e as drogas, além da bipolaridade, era conhecida há pelo menos vinte anos. Aqui desejo, ao invés de me focar em suas batalhas pessoais, demonstrar um pouco do talento desse cantor tão incrível em 7 músicas em que Scott Weiland mostrou a que veio.
Stone Temple Pilots – Plush
É o maior hit de Weiland. Na época de lançamento(e até hoje), foi (é) um sucesso mundial. Levou o prêmio de Melhor Performace de Hard Rock, no Grammy de 1994; e o prêmio de Melhor Artista Iniciante no Video Music Awards, também de 1994. A letra, composta por Scott, foi escrita após ele ler uma notícia no jornal sobre uma garota que havia sido encontrada morta no subúrbio de San Diego; e é uma metáfora para um término de relacionamento.
Stone Temple Pilots – Interstate Love Song
A música, que começou como uma bossa nova do baixista Robert DeLeo, acabou ficando por 15 semanas consecutivas no topo das paradas de rock americanas (que só foi substituída por "Vasoline", outra faixa do segundo disco do STP, Purple, que ficou mais duas semanas em primeiro lugar). A letra de Scott fala sobre mentira e vício. Ele explica em sua autobiografia Not Dead, Not For Sale, que durante a gravação do álbum, ele mentia para sua namorada sobre ter parado de usar heroína.
Scott Weiland – Lady, Your Roof Brings Me Down
Música de seu primeiro disco solo, 12 Bar Blues; foi, antes disso, escolhida para integrar a trilha sonora do filme Grandes Esperanças, baseado no livro homônimo de Charles Dickens. A faixa conta com Sheryl Crow fazendo participação especial tocando acordeon.
The Doors – Break on Through
Em novembro de 2000, o músico foi convidado pelos membros remanescentes do The Doors, para fazer uma participação no especial para televisão VH1 Storytellers. No mesmo mês, o Stone Temple Pilots gravou "Break on Through" para o disco tributo Stoned Immaculate, junto com nomes como Creed, Smash Mouth, Aerosmith, The Cult e outros.
Velvet Revolver – Slither
É a música mais bem sucedida que Scott Weiland gravou com seus companheiros de Velvet Revolver, tendo se tornado a "assinatura" da banda; e rendeu o Grammy de Melhor Performace de Hard Rock (o segundo na carreira do músico), em 2005. Era com essa faixa que eles encerravam a maioria de seus shows.
Velvet Revolver – Fall to Pieces
Uma balada poderosa bastante semelhante ao trabalho que os companheiros de banda de Weiland faziam no Guns n’ Roses. A letra, escrita pelo vocalista, fala sobre sua relação com as drogas e como isso prejudicava seu casamento (na época com a modelo Mary Forsberg).
Scott Weiland – Have Yourself a Merry Little Christmas
É uma típica canção natalina, de Judy Garland, de 1944. Foi regravada por nomes como Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. Entrou no disco The Most Wonderful Time of the Year e foi apresentada no The Tonight Show, com Jay Leno.
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