Haters: os nove álbuns de hard rock e heavy metal mais odiados

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Por Danilo F. Nascimento, Fonte: VH1, Tradução
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Todo mundo erra. Nem mesmo os "senhores poderosos" do Heavy Metal e do Hard Rock estão imunes à erros.

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Na verdade, às vezes, para que uma banda atinja o status de "lenda", precisa cometer um erro colossal, que seria capaz de liquidar a carreira de bandas desprovidas de talento, mas não as suas respectivas carreiras. Parece que a prova aqui é: Errar e conseguir seguir em frente mesmo assim.

Alguns álbuns de determinadas bandas, são comumente odiados pelos "haters" mais ardorosos. Podem tratar-se de registos concebidos de maneira "falha" pelas bandas, entretanto, "causar ódio e descontentamento nos fãs mais fervorosos, também é uma atitude heavy metal", diria Eddie Trunk.

Sob este ponto de vista, Trunk e a equipe do VH1 conceberam uma lista com os nove álbuns de hard rock e heavy metal mais odiados por seus próprios fãs, ou o termo certo seria HATERS?

São eles:

09. Metallica - St. Anger (2003)

Qualquer lista desta natureza têm que ser iniciada pelo Metallica, que nos Estados Unidos ganhou a fama de ser "a banda mais odiada pelos seus próprios fãs". Dos cortes de cabelo em meados dos anos 90, até o processo judicial contra o Napster, passando pelos empreendimentos desvinculados da música até o lançamento de álbuns fora do gênero denominado "Thrash Metal". Tudo se torna motivo de ódio para os fãs.

Tudo começou no início dos anos 90, com o lançamento do "Black Album", produzido por Bob Rock. O lançamento dividiu os fãs da banda, entre a geração "old school" e a nova geração que abraçou o conteúdo do álbum. Depois vieram os discos "Load" e "Reload". Outras obras odiadas apenas por não serem parte do movimento "Thrash Metal".

Outros lançamentos "infelizes" vieram na sequência, como "Metallica: Some Kind of Monster", "St. Anger" e o pastiche Lulu (com Lou Reed), mas nenhum álbum da banda é mais odiado do que St. Anger. Por isso, é dele a décima posição.

08. Led Zeppelin - In Through the Out Door

Parece ridículo sugerir que os fãs tenham ódio de um disco que vendeu mais de sete milhões de cópias e que gerou canções que viriam tornar-se clássicos do rock. Mas não é.

Nem mesmo os membros da banda gostam do álbum.

O tumulto envolvendo a morte do filho de Robert Plant, o alcoolismo de John Bonham cada vez mais onipresente, passando pelas declarações de Page, que alegava ser um álbum solo de Plant lançado pelo Led Zeppelin. Todos os fatores que envolveram o processo criativo do álbum foram fundamentais para o resultado final. Resultado este, que não agradou os fãs na época.

"Eu não estava interessado em All My Love. Fiquei preocupado com aquele refrão. As pessoas iriam zombar de nós por isso. Eu ficava pensando, 'Isso não é nós. Esse tipo de música não nos representa', eu jamais teria seguido nessa direção", relembrou Page anos mais tarde.

07. Van Halen - Van Halen III (1998)

Álbum polêmico responsável por introduzir Gary Cherone nos vocais. A ideia era de que o álbum mostrasse ao mundo o retorno triunfante do Van Halen. Pelo menos, esta era a intenção de Eddie. Mas não foi o que aconteceu.

O disco trazia uma súbita mudança na química elementar do Van Halen. As inclinações progressivas de Cherone não foram bem vistas, e as letras de cunho político foram uma bomba atirada de um canhão em direção aos rostos dos fãs, fazendo uma paródia à capa original do álbum.

O disco foi massacrado pelos fãs e implodiu imediatamente.

06. Rush - Roll the Bones (1991)

As rimas que remetiam ao hip-hop foram o grande problema do álbum. A faixa título apresenta bons momentos, até que, de repente, ouve-se rimas entrelaçando-se de forma completamente desconexas. É o suficiente para afundar a reputação do material.

Para os fãs menos ríspidos, este álbum está entre os melhores lançamentos dos anos 90, entretanto, para os fãs mais fervorosos, a união do Rush à sonoridade hip-hop, causou um tremor incalculável.

05. Judas Priest - Turbo (1986)

Após tornar-se umas das bandas mais importantes bandas do heavy metal entre os anos 70 e 80, o Judas Priest era cobrado efusivamente, no que tange a seguir as mesmas linhas musicais do passado, seja tocando heavy metal ou speed metal.

Em 1986, o hair metal estava em seu auge comercial, e a banda tentou experimentar alguns de seus elementos. O visual, os sintetizadores e os refrões grudentos são partes integrantes do álbum.

Á princípio, o trabalho foi chocante para os fãs acostumados à banda que varreu o chão com petardos como o clássico absoluto "British Steel".

Não era o que os fãs esperavam ouvir da banda, mas, felizmente para eles, a banda retomou as suas origens no início dos anos 90 e trouxe de volta os elementos tão cobrados pelos fãs mais ardorosos.

04. Kiss - Music From the Elder

Embora o single "“A World Without Heroes” tenha se tornado extremamente popular na época, o álbum não caiu nas graças dos fãs.

A crítica especializada o considerou um dos melhores trabalhos da banda, entretanto, os fãs rechaçaram qualquer possibilidade que o álbum teria de gerar uma turnê frutífera e lucrativa. Sim, este álbum não teve turnê de divulgação, tamanha a sua rejeição por parte dos fãs. Fã clubes no mundo inteiro ameaçaram não comparecer aos shows, caso houvesse turnê de divulgação para o álbum.

Até hoje há uma discussão, entre críticos especializados, se este álbum esta entre os piores ou os melhores álbuns do Kiss. Para os haters, um dos piores, é claro.

03. Mötley Crüe - Generation Swine (1997)

Depois de alguns anos sem a presença do vocalista original, a banda foi obrigada a fazer as pazes com Vince Neil, e entrar em estúdio para gravar um novo trabalho. A banda assinou um contrato de $ 25 milhões com a gravadora Elektra.

Generation Swine foi uma tentativa desesperada de tentar restabelecer a credibilidade da banda, aproximando a sua sonoridade do rock alternativo que dominava as paradas musicais da época.

A sonoridade do disco tenta alcançar os louros colhidos por Trent Reznor e o seu Nine Inch Nails, mas ficou apenas na tentativa.

Embora tenha tido ampla divulgação publicitária, Generation Swine foi direto para o matadouro, devido a massiva rejeição dos fãs.

A imprensa especializada classificou a performance de Vince no álbum como "terrível". O vocalista se defendeu, alegando que a sua voz estava diferente devido as experimentações tecnológicas feitas no disco.

02. Celtic Frost - Cold Lake (1988)

"Cold Lake" fora um lançamento dos progressistas pioneiros do black metal suíço. Mas o tiro saiu pela culatra.

O álbum foi renegado pelos fãs, e a própria banda diz ser o pior trabalho que lançaram em toda careira, inclusive, retirando-o do catálogo oficial do grupo e de relançamentos posteriores.

01. TSOL - Hit and Run (1987)

"Hit and Run" foi um desastre. Tentava frustrada de uma banda de hardcore transformar a sua sonoridade em hair metal, gênero tão em voga na época.

Um dos esquadrões punk mais respeitados de Long Beach, tornaram-se um pastiche de Sunset Strip. Ninguém teve estômago para ouvir o álbum e ver no que a banda havia se transformado.

A banda já havia tentado mesclar o seu hardcore visceral com o rock gótico, e o resultado havia sido satisfatório, pois havia uma motivação musical por trás da contextualização desta implementação.

Havia excelentes bandas de hair metal no mercado fonográfico da época, porém, esta era a essência de todas elas. Não é o caso do TSOL, que inseriu elementos do hair metal apenas para tentar lucrar e obter sucesso comercial.

A estratégia da banda foi transformar-se em uma espécie de novo Motley Crue. A banda se colocou à venda e ninguém quis comprar, nem mesmo os fãs mais ardorosos.

Os responsáveis são citados no texto. Não culpe os editores. :-)

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Sobre Danilo F. Nascimento

Administrador por casualidade. Músico por instinto. Escritor por devaneio. Fascinado por música, literatura e cinema. Seu primeiro contato com o mundo do rock data de meados dos anos 90, uma época de transição entre o analógico e o digital, e, principalmente, uma época onde a MTV ainda era aprazível e relevante. Idolatra e cultua o legado instituído pela maior banda de todos os tempos, o Queen.

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