Attractha: "É preciso ter um produto premium em mãos"

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Por Carlos Garcia, Fonte: Site Road to Metal
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Formada em 2007, tendo um breve hiato para voltar reformulada em 2012, o grupo paulista ATTRACTHA surgiu com a intenção de fazer um Metal livre de rótulos, imprimindo personalidade, reunindo as influências de cada integrante. O nome da banda foi inspirado em uma santa da Irlanda, ligada a igreja católica e que possuía uma estalagem na beira da estrada, reza a lenda que todo soldado ferido que passava por lá saía curado.

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Após um bem recebido EP, o grupo passa por mais alterações no line-up, e finalmente, sob a produção de Edu Falaschi (ex- Angra, Almah), o grupo então entra em estúdio no primeiro semestre de 2016, a fim de registrar o primeiro álbum completo, resultando em "No Fear to Face What's Buried Inside You". O álbum, lançado em parceria com os selos Dunna Records e Shinigami Records, foi mixado em Los Angeles por Damien Rainaud.

Apresenta também um projeto gráfico muito bonito, criado em conjunto com o renomado designer João Duarte (a capa, que é tipo uma dobradura, apresenta várias mensagens), uma produção diferenciada, algo que a banda sentiu necessidade, dadas as dificuldades do mercado, entendendo então que era preciso apresentar um produto "premium", conforme palavras do fundador, Humberto Zambrin.

O trabalho vem recebendo desde então excelentes críticas, e traz uma sonoridade mais encorpada e pesada, aliada as influências mais tradicionais.

Para falar mais sobre esse álbum e outras questões, conversamos com o fundador Humberto Zambrin (Bateria), confira trechos a seguir:

RtM: Saudações pessoal, antes de mais nada, parabéns pelo excelente trabalho, que além da parte musical, apresenta uma arte gráfica linda!
Humberto Zambrin: Opa, obrigado!! Fico feliz em saber que gostaram!

RtM: Bom, falando nessa arte gráfica, gostaria que vocês falassem um pouco sobre ela, e também a respeito desse conceito apresentado no título do álbum.
Humberto: Bom, a arte nasceu da complexidade do álbum e etc...quando estávamos escrevendo as letras, percebi que havia uma ligação entre elas, um senso comum, que são os sentimentos mais profundos que temos dentro de nós...daí veio o título do álbum! A partir dai terminei de escrever o que faltava das letras e vi que poderia trabalhar algo próximo a um álbum conceitual. Mas com tantos álbuns conceituais ai, resolvemos pensar numa forma mais ampla, com a arte incluída no contexto. Dai eu tive a ideia, fiz os rascunhos, mostrei pro pessoal da banda, eles curtiram, e eu fui desenvolver isso com o João Duarte. A arte seria muito complexa pra caber no formato de cd, então busquei, tanto nas capas quanto no encarte o formato do vinil, que nos dava muito mais possibilidades de detalhes. O resto é a obra em si, o digipack, suas opções e tudo mais. Quero encorajar as pessoas a verem e pegarem o álbum em suas mãos...olhar os desenhos, detalhes e mensagens escondidas ali!

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RtM: As mudanças de formação atrapalharam um pouco os planos da banda, que pretendia ter lançado o primeiro trabalho já em 2015. Mas por outro lado, você acredita que talvez isso tenha contribuído para somar ainda mais experiência e influenciando diretamente no resultado final?
Humberto: Com a máxima e absoluta certeza. Não só pela troca de vocalistas, mas também pelo tempo...nesses curto espaço de tempo a banda amadureceu muito, crescemos como músicos e ficamos ainda mais entrosados em todos os aspectos. Ter trabalhado continuamente no álbum também ajudou muito, enfim, cada tempo adicional, soma experiência no processo...agora entendo porque o Metallica fica 5 anos gravando um CD!!! (hahahahaha).

RtM: Gostaria que você falasse também sobre a escolha de Edu Falaschi para a produção, e também de Damien Rainaud para a mixagem e masterização.
Humberto: Em 2014 e 2015 eu conheci o trabalho do Almah e gostei muito...sempre achei que era uma banda tão diversificada quanto o que queríamos fazer, porém muito mais técnica. Lendo e assistindo entrevistas, descobri que o Edu era o responsável por 99% das composições, arranjos e melodias e me rendi ao talento dele. Quando achávamos que era hora de começar a trabalhar focadamente no álbum, eu sugeri que contratássemos ele para nos produzir, já q era um dos serviços que ele vende através do site dele. Marcamos de nos reunir, discutimos os pontos e fechamos a parceria. Já a Damien veio depois. Um dia, na casa do Edu, ele mostrou uma música finalizada do que viria a ser o E.V.O do Almah. Eu disse que gostava mais do som do Unfold e ele rindo disse q era o mesmo cara, um "gringo" que havia feito as mixes e masters do Unfold e do que seria o E.V.O e eu achei fantástico. Dai ele passou o contato e fomos negociando com o Damien. Fechamos com ele no dia que começamos a gravação de bateria! Foi uma indicação acuradíssima!

RtM: Mesmo com a redução da venda de CDs, muitas bandas seguem investindo, e vocês, como uma banda nova, mesmo que talvez seja um investimento de, digamos, maior risco atualmente, apresentaram um material magnífico em termos gráficos e sonoros. Vocês acreditam que, mesmo com uma certa crise, se não houver um investimento em um trabalho de alto nível, mais difícil ainda seria. Como vocês avaliaram essas questões?
Humberto: Ah, isso com certeza! Hoje, a aquisição de CD's é algo que fica relegado ao último plano nos investimentos dos jovens em geral. Para podermos recuperar parte do dinheiro que foi investido, a melhor solução é ter o que chamamos de produto "Premium", algo que realmente as pessoas queiram ter...e a única forma de se fazer isso é apresentando um produto com as melhores musicas que pudemos fazer, com a melhor gravação que pudemos pagar e a melhor arte que foi possível criar pra isso.No nosso caso, por ser um primeiro álbum, não conseguimos pensar num lançamento puramente virtual. Precisávamos de algo concreto nas mãos para mostrar para as pessoas, então apesar de "n" análises, optamos pelo CD físico!

Confira a entrevista completa no link abaixo:

http://roadtometal.blogspot.com.br/2017/05/entrevista-attrac...

Ouça a faixa "No More Lies"




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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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