Hangar: Pedro Campos fala sobre a polêmica com os ex-vocalistas

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Daniel Tavares
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Estamos continuando agora a entrevista com Pedro Campos, novo vocalista do HANGAR. Nesta parte da entrevista, Pedro fala sobre a recente polêmica que envolveu o baterista Aquiles Priester e alguns ex-vocalistas de sua banda. "Eu não me senti ofendido. Eu defendo os meus companheiros de banda. Eu não tenho nada a falar sobre a honestidade dessas pessoas porque sempre foram muito transparentes comigo, sempre jogando limpo mesmo, branco no branco, preto no preto". Durante a conversa, até desabafamos um pouco, entrevistador e entrevistado: "quem dá ibope a esse tipo de assunto criticam muito as pessoas que ficam vendo Big Brother, que ficam fazendo fofoca, mimimi, mas na hora que sai um assunto desses, ele é o primeiro a compartilhar e botar lenha na fogueira e denegrir a imagem de A, de B e de C". Pedro ainda acrescenta: "No meio de todo o chumbo-grosso que aconteceu, existiam aquelas pessoas que estavam ali, adquirindo o CD, independente de polêmica, comprando o que a banda produz, elogiando o que a banda faz, que são aqueles fãs de verdade". Mas não conversamos só sobre isso. Continuamos a falar sobre os planos para o futuro próximo do HANGAR (inclusive sobre o ônibus da banda, pergunta com que interrompemos a primeira parte desta entrevista) e sobre outros tipos de música que o vocalista curte e escuta. Confira a segunda parte da entrevista logo abaixo.

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Daniel Tavares: Vocês tem intenção de continuar com o ônibus ou vão pegar avião dessa vez?

Pedro Campos: Ah, o ónibus a gente já abandonou essa ideia.

Daniel Tavares: Foi uma aventura que já passou?

Pedro Campos: Foi, foi, foi uma aventura muito positiva pra banda, na qual eles puderam usufruir de muitas coisas, tocar em locais em que jamais uma banda de metal pisou e com a estrutura que o HANGAR levava, com todo o backline, bem agressivo. Foi o que o Nando Mello falou em uma entrevista. O HANGAR foi uma banda de metal que saiu com um ônibus pelo Brasil inteiro e não teve muito apoio da própria imprensa. Apenas um veículo de comunicação foi atrás de fazer uma entrevista, que foi o Stay Heavy. No Brasil, as pessoas não valorizam todo o empenho de uma banda de Heavy Metal, né? Infelizmente, o público reclama muito e valoriza pouco. Isso é muito triste, né? No qual a gente precisa, às vezes, abandonar ideias que parecem muito promissoras por conta de gastos, custos muito altos que os shows por si só não cobriam. E daí esse projeto do ônibus a gente já deixou de lado. E a gente vai de avião, vai de van, mas ônibus em si é um custo muito alto para uma banda de heavy metal arcar.

Daniel Tavares: Entendo. Essa entrevista com o Lucas Steinmetz, do Heavy Talk, foi bastante polêmica depois por causa de uma coisa que o Aquiles falou bem rapidamente. Eu acho que ele não tinha intenção de que alcançasse as proporções que isso alcançou, mas, sobre isso, sobre a questão dos antigos vocalistas, se você tiver vontade de falar sobre isso, pode falar, mas não é uma pergunta que eu vou te fazer diretamente, até porque é uma coisa que nem eu, nem você temos mais nada a ver com isso agora, mas se você quiser falar alguma coisa, pode falar.

Pedro Campos: O que eu tenho pra falar sobre esse assunto é que eu não os conheço, sabe? Eu admiro o trabalho que eles fizeram porque eu ouvi bastante na minha trajetória. Eu ouvi bastante o "The Reason of Your Conviction", que foi gravado pelo Nando, eu ouvi bastante o "Infallible", que foi gravado pelo Humberto. O que eu menos ouvi foi o acústico porque foi muito recente, com a minha entrada para a banda, então não deu nem tempo de apreciar o próprio disco, mas é um disco que eu gosto. É um disco que às vezes eu ponho pra ouvir. Então, eu não os conheço pessoalmente. O que eu posso falar é sobre a minha relação com a banda, que é a melhor possível, sabe? Então, pela minha experiência eu defendo os meus companheiros de banda porque eu acho que o Aquiles é um cara muito exigente, não é a toa que ele é o Aquiles Priester, não é a toa que ele é um dos melhores bateristas do mundo, ele não chegou lá a toa. Ele é um cara que se cobra muito e cobra muito do time que está jogando com ele. É normal. O cara é capitão. Se você está jogando em um time de futebol, tem o capitão que é o cara que joga o time pra frente. O Dunga, por exemplo, foi capitão da copa de 94 e ele tem um jeito que é o jeito do Dunga. A gente precisa respeitar as pessoas com suas particularidades. E eu soube lidar com isso muito bem. Eu respeito a maneira do Aquiles, respeito a maneira do Nando Mello, respeito a maneira do Cristiano, respeito a maneira do Fábio Laguna, assim como eles respeitam a minha maneira.Então, ninguém invade o espaço do outro, a gente tem uma amizade muito forte, mas também na hora de cobrar a gente tem que saber ouvir. E trabalhar, principalmente. Então, eu defendo os meus companheiros de banda. Eu acho que são pessoas que trabalham muito sério, são muito honestos. Eu não tenho nada a falar sobre a honestidade dessas pessoas porque sempre foram muito transparentes comigo, sempre jogando limpo mesmo, branco no branco, preto no preto. Então, o que eu posso falar é isso. O meu convívio...eu já estou na banda indiretamente há quatro anos, mas já são três anos convivendo, fazendo shows. Já são dois discos gravados, três videoclipes, um DVD, então, eu não saí e até agora nem dei sinal de que ia sair com alguma entrevistinha alfinetando meus companheiros de banda. Primeiro porque isso não faz parte do meu caráter, segundo porque eu não tenho o que falar deles. Não vou mentir pra você. Como em todo relacionamento nós já tivemos nossas desavenças, mas somos homens o suficiente para resolver dentro da banda. Qualquer problema que eu tive nesses anos eu resolvi com eles e com eles foi resolvido. Assim como eles foram comigo. Porque é um relacionamento, cara. É impossível um relacionamento de tanto tempo, com tanta coisa envolvida você não ter alguma coisa que te magoe ou que te estresse ou que você queira falar, sabe?

Daniel Tavares: Claro, o dia a dia tem isso também, né?

Pedro Campos: Eu os respeito totalmente e os admiro. Principalmente, o Aquiles Priester, que foi o mais envolvido por essa polêmica, por causa de uma coisa que ele falou, que ele sempre fala, ele sempre brinca. Inclusive, eu não me sinto ofendido quando ele fala. E olha que eu sou um cara que corro da carga. [risos]

Daniel Tavares: E na hora o próprio Lucas nem percebeu exatamente... nem imaginou que...

Pedro Campos: Sim. Eu sou um cara que... eu próprio brinquei com eles quando saiu essa polêmica toda. Meu, eu não me senti ofendido. E olha que, em tese, eu sou um vagabundo mesmo, entre aspas, porque eu corro mesmo da carga. Os caras, quando falam, "ah, tem que carregar..." Aí eu falo: "ah, meu, tchau pra vocês. Dá licença". [risos] Então, eu não me senti ofendido. Eu levei na brincadeira. Mas eu entendo também o ponto de vista dos caras, sabe. Eu respeito totalmente. O problema é deles com a própria banda. Eu não me meto e nunca vou comprar uma briga de pessoas que eu não conheço, cara. Eu defendo as pessoas que estão comigo no dia a dia e que me ajudam a ser quem eu sou. Eu devo muito ao Aquiles. Devo muito, cara. Ele me ajudou muito, diretamente, olhando no meu olho e dizendo: "você tem que fazer isso". E indiretamente também porque você, convivendo com alguém que alcançou as coisas de maneira limpa, você vê todos os exemplos que ele pode deixar pra você. Então, independente de qualquer coisa, e eu falei isso com eles, que venha a acontecer entre nós, se um dia eu sair dessa banda, eu jamais vou ser ingrato a toda a oportunidade que me foi concedida, porque eu sou uma pessoa que não gosta de ingratidão, particularmente. E eu sou grato ao Aquiles, ao Nando Melo, ao Cristiano Wortmann, ao Fábio Laguna e ao Eduardo Martinez por terem me abraçado, por terem, principalmente, confiado em mim. Eu entrei na banda bem novo, sem nenhum trabalho gravado...eu tinha gravado um disco com o SOULSPELL, mas foram duas músicas e dois trechos, sabe. Não era um disco. Eu nunca tinha feito turnê, eu nunca tinha tido contato com uma banda grande, não tinha tido contato com como você deve lidar com seus fãs, com as críticas, com os elogios. E os caras sempre me assessoraram muito, sabe? Eu sempre criei um vínculo muito forte entre eu, o Laguna, Mello e o Cristiano. A gente sempre foi muito unido. Com o Aquiles, no começo eu não tinha tanto contato pela ausência dele, de compromissos, né? E eu convivia mais com essas pessoas, mas depois que eu fui convivendo mais com o Aquiles, eu pude absorver muita coisa positiva dele. E ele sabe que é um ídolo pra mim e eu não nego isso e jamais vou negar isso, independente do que aconteça. Se amanhã a gente tiver um final trágico, eu não vou deixar esse final trágico apagar toda e estória que ele me ajudou a construir, entendeu? Então, se hoje o Pedro Campos é um vocalista que tem a oportunidade de estar falando agora aqui pra você, pra publicar na Whiplash, que tem a oportunidade de ter os seus alunos, que tem a oportunidade de ter a sua própria casa, de ter o lar, tudo sustentado por música, é claro que eu devo isso primeiramente a mim, ao meu empenho, mas também eu posso dizer que devo ao Aquiles Priester pela oportunidade de cantar numa banda da qual eu era fã. Então, isso eu jamais vou esquecer. É isso que eu posso falar sobre esse assunto.

Daniel Tavares: Beleza. Falou bem mais do que eu esperava porque na verdade a pergunta que eu queria fazer era bem complicada também. Quando essa entrevista saiu no Whiplash [link abaixo] isso deu um número x de acessos. Quando começou a polêmica da resposta do Nando [Fernandes] de um lado, do Aquiles do outro, isso deu trinta vezes mais. E é algo que também me chateia...

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Pedro Campos: Tem gente que gosta disso, né? Gosta de Big Brother.

Daniel Tavares: As vezes eu escrevo sei de uma fofoca e escrevo lá, escrevo quatro linhas e dá dez mil acessos. Outras vezes vou num show, pago estacionamento, pago gasolina, às vezes pago ingresso, escrevo uma resenha, que eu considero boa, dá 800 acessos, 400 acessos. As vezes você vê o seu trabalho, eu como colaborador... às vezes o pessoal valoriza muito mais a fofoca, valoriza muito mais a parte negativa, que foi o que aconteceu com toda essa polêmica. O vídeo que deu início à polêmica [que tratava de vários outros assuntos] deu 400 acessos, enquanto a notícia do resultado da polêmica está beirando os treze mil. Eu queria que você falasse um pouco sobre isso, de como o público prefere mais essa parte mais mesquinha, mais...

Pedro Campos: Eu vou ser bem honesto com você, como eu nunca fui pra ninguém, sabe? As vezes a gente até tenta se esconder muito desses assuntos pra gente não levantar uma briga à toa. Mas chega um determinado momento da sua carreira que você fica cansado desse tipo de coisa. O que acontece é que o fã headbanger, não estou generalizando, mas as pessoas que dão ibope a esse tipo de assunto, eles se julgam muito superiores a qualquer outra pessoa, porque ele gosta de metal. Então, ele já se acha mais inteligente que outras pessoas. Então, ele critica muito as pessoas que ficam vendo Big Brother, que ficam fazendo fofoca, mimimi, mas na hora que sai um assunto desses, ele é o primeiro a compartilhar e botar lenha na fogueira e denegrir a imagem de A, de B e de C, então isso me deixa muito chateado. Aí você vê que eles não são muito diferentes das pessoas que eles criticam. Então, o que me deixa mais triste nessa estória toda é a hipocrisia, sabe? É a hipocrisia com que o brasileiro faz questão de levantar. E quando eu falo brasileiro, não é que eu esteja falando mal do Brasil não, eu estou falando porque eu convivo.

Daniel Tavares: Nós somos brasileiros, né? Nós estamos incluídos nisso.

Pedro Campos: Exatamente, eu posso falar daquelas pessoas que eu conheço. Eu não posso falar como é que é o americano, como é que é o alemão, como é que é sei lá o que porque eu não convivo com eles, então não vou falar. Mas o brasileiro é muito hipócrita, cara. Então a hipocrisia é tão grande que me magoa. Mas, isso...é aquilo assim, você toma aquela pancada, mas depois você levanta e fala: "meu, independente de qualquer coisa, ainda assim existem pessoas que valorizam o que deve ser valorizado". Então, no meio de todo o chumbo-grosso que aconteceu, existiam aquelas pessoas que estavam ali, adquirindo o CD, independente de polêmica, comprando o que a banda produz, elogiando o que a banda faz, que são aqueles fãs de verdade. A maioria dos fãs, eu posso chamar assim, que criticaram e que deram ibope à essa polêmica não são as pessoas que vão comprar o nosso disco ou que vão ao nosso show. Então, pra mim, não faz o mínimo de diferença. São pessoas que estão prontas para, a qualquer desvio que tiver, sentar o pau em você. Então, eu já estou bem acostumado a isso, como vocalista, né? Sempre vão ter essas coisas. Mas o que mais me magoa nesse termo, eu volto a falar, é a hipocrisia. que é a pessoa que critica tanto uma coisa, mas que faz a mesma coisa. Eu sou um cara que as coisas que eu critico na minha vida...por exemplo, eu não gosto de pessoas que maltratam animais, então eu procuro não maltratar animal algum. Eu acho que é assim que a gente tem que ser. Então, se você repudia algum tipo de atitude, não faça a mesma coisa, sabe? É chato. É feio. É triste. Né?

Daniel Tavares: Eu partilho muito do teu sentimento também. Se eu não gosto de alguma coisa, tento ser a primeira pessoa a não fazer isso que eu não gosto.

Pedro Campos: Exatamente.

Daniel Tavares: Vamos mudar de assunto. E o que mais você gostaria de falar sobre o disco, porque a gente já pode chegar no nosso final...

Pedro Campos: Eu acho que os fãs devem ouvir o "Stronger Than Ever" porque foi um trabalho feito com muito carinho e com muita dedicação por todos os membros da banda. Foi um disco com um alto investimento financeiro pra acontecer. Foi mixado e masterizado na Finlândia, gravado em vários estúdios pelo Brasil inteiro, teve a produção do clipe, do DVD... É uma obra bem rica, é uma obra bem vasta pro fã adquirir camisa, DVD, CD, é algo pra ficar na coleção dele sobre o HANGAR. É um disco que a gente fez com muito carinho, é um disco que tá muito bom. Não é porque eu gravei não, mas é um disco que tá muito bom musicalmente, vai agradar o fã do metal pesado, o fã do metal melódico, o fã que quer ver a versatilidade e todo o virtuosismo do músico de Heavy Metal, desde o vocalista até o tecladista, o baixista, o guitarrista e o baterista. A gente fez um trabalho bem completo, no qual a gente se empenhou bastante.

Daniel Tavares: Tem a parte acústica, que não pode faltar num disco do HANGAR, né?

Pedro Campos: Exatamente. Já virou obrigação do HANGAR lançar algo acústico.

Daniel Tavares: Sempre que entrevisto um artista gringo, pergunto o que ele conhece de música brasileira. No seu caso, vou além. O que você conhece de música nordestina, tem alguma influência, tem alguma coisa que você goste mais, que você escute, que faça parte da sua vida?

Pedro Campos: Olha, pra quem canta, a gente fica um pouco mais... podem até discordar da minha opinião, mas é óbvio que a gente tem esse direito. Pra quem canta, a gente fica um pouco mais limitado nessa questão, sabe, de gênero. Não tem como você cantar um gênero tão diferente daquele que você está fazendo naquele momento. Mas, música brasileira que eu goste, eu adoro o ROUPA NOVA, adoro o TEATRO MÁGICO, são coisas que eu gosto muito. Gosto também de um projeto, que não tem nada a ver com Heavy Metal, do Bruno Maia, que é o vocalista do TUATHA DE DANANN, que se chama BRAIA, que eu acho muito rico musicalmente por misturar vários estilos. Inclusive na abertura do disco dele tem um pouco de chorinho, uma coisa fantástica. Gosto muito de bandas como o IRA, essas coisas que me influenciaram pra chegar onde cheguei. E gosto muito também dos NOVOS BAIANOS, do PEPEU GOMES... É uma música nordestina.

Daniel Tavares: E eles vão estar em turnê.

Pedro Campos: Sim, eles voltaram. É algo que vale a pena a galera ver porque é uma oportunidade única. Gosto muito deles. Eu os acho muito ricos musicalmente. E o TEATRO MÁGICO tem também bastante elementos da música popular brasileira, desde a música nordestina a qualquer outro lugar do Brasil. Eu acho TEATRO MAGICO genial. Eu acho muito bonita essa obra. Essas são as coisas do Brasil que eu gosto.

Daniel Tavares: Vou deixar o espaço agora pra você falar com os ouvintes que vão te ouvir na Metal Militia Web Radio ou que vão te ler no Whiplash. Você dá o seu recado, fala o que você quiser, conta piada, mas não vai contar piada do "Velho que foi com a Velha tomar água na bica" que essa é muito boba.

Pedro Campos: Deixa essa pro Aquiles. Eu quero mandar um abraço para todos os ouvintes e leitores, deixar um adendo pra galera valorizar esse tipo de trabalho que hoje é escasso no Brasil. As pessoas que estão fazendo isso são pessoas sérias que estão querendo levar informação ao amante do Heavy Metal, então que as pessoas valorizem os escritores, os jornalistas que trabalham com esse tipo de coisa e valorizem também as bandas, independentemente do seu artista favorito. Se você é fã do ALMAH, se você é fã do HIBRIA, se você é fã do ANGRA, se você é fã do SEPULTURA, valorize as bandas nacionais, procure apoiar essas bandas, procure incentivá-los, porque pode ser que um dia o gas acabe pra todos. A gente está vivendo um período muito complicado no nosso país e possivelmente na vida de cada um que está lendo ou ouvindo isso. Então, a gente precisa se unir porque juntos somos mais fortes. E isso não é mera fantasia ou conto de fadas, isso é uma verdade. A união realmente faz a força. Muitos vão lembrar de piadas nesse exato momento, mas isso não importa, eu estou falando sério. Valorize as pessoas, valorize principalmente o ser humano. Entenda que por trás de todo trabalho existe uma pessoa que tem família e tem sentimentos. Antes de você abrir a boca pra falar besteira, pense que você não gostaria que falassem esse tipo de coisa de você. Um forte abraço a todos vocês, obrigado por acompanhar o trabalho do HANGAR. A aqueles fãs de verdade eu deixo sempre um abraço profundo porque são as pessoas que eu procuro acordar motivado para trabalhar por elas, porque a gente que faz metal no Brasil faz metal por amor. E é amor a vocês que estão lendo ou ouvindo neste exato momento esta entrevista, ok?




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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