Executer: deixei minha cueca lá na Bélgica

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Rock CE
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A banda EXECUTER, de Amparo, interior de São Paulo, estará de visita no Nordeste neste final de semana. Mas os quatro paulistas não vão curtir férias não. Juca, Paulo, Elias e Béba visitarão Fortaleza e Natal com a tarefa de moer pescoços e contorcer colunas em dois shows ao lado dos também paulistas MADDOG. Conversamos com Juca Garcia, vocalista do EXECUTER, sobre a expectativa para os shows no Nordeste, como chegar aos trinta anos de uma banda de metal e ainda ficamos sabendo de segredos hilários dos shows que o quarteto fez na Europa. Você confere a conversa na íntegra logo abaixo.

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Rock CE: Vocês vão fazer shows neste final de semana em Natal e Fortaleza. Quais as expectativas para estes shows? E o que os fãs vão poder esperar dos shows?

Juca Garcia: Primeiro, obrigado por mais uma oportunidade de estarmos expondo aqui nossas ideias e mostrar um pouco mais o que é o EXECUTER. Nossas expectativas são as melhores. Fizemos shows aí no Nordeste em 2005 e nunca mais voltamos. Desde então lançamos bons trabalhos e os bangers dai sempre nos cobram por shows ai. Tenho certeza que vão ser fudidos!!!

Rock CE: A banda Maddog também vai participar do show em Fortaleza (não estou certo se também em Natal). O que vocês podem falar sobre seus colegas (principalmente, claro, sobre o som deles)?

Juca Garcia: Na verdade, tocamos juntos uma vez só em Sta Isabel/SP. Me lembro que foi um show super legal, mas não temos contato com eles. Não tenho mais detalhes, mas vai ser muito legal dividir o palco com eles e com as demais bandas locais.

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Rock CE: É verdade que vocês já estão planejando um disco novo, que deve sair comemorando os trinta anos de banda?

Juca Garcia: Sim, já estão rolando ensaios pra compor os novos sons. Ainda estamos em fase de experimentos , mas até 2017, quando vamos completar 30 anos já vamos estar com o disco pronto.

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Rock CE: Por falar nisso, completar 30 anos não é para qualquer banda. Como vocês tem visto as mudanças que ocorreram no cenário nestas três décadas, desde a diferença entre as mídias (somos do tempo em que trocávamos fitas cassete, hoje a galerinha nem armazena mais MP3, usando muito mais os serviços de Streaming) ate a explosão de shows internacionais em todo o Brasil, a influencia do Rock In Rio, etc.

Juca Garcia: Tudo mudou nesses 30 anos. Como você disse antes era tudo diferente. Muita coisa mudou pra melhor, muitas pioraram e muitas continuam na mesma merda. O que eu acho legal foi esse revival thrash que trouxe muitas bandas novas boas. A volta do vinil veio com força, e esse é o jeito de ser ter material hoje. Sorte daqueles que mantiveram suas coleções. A verdade é que capengando ou não o metal ainda esta vivo!!!

Rock CE: Mudanças na formação são normais. Apesar de que vocês passaram por um longo período de hiato, como conseguiram manter a mesma formação (Juca, Elias, Paulo e Béba) até hoje?

Juca Garcia: Somos de uma cidade pequena, onde, naquela época que paramos, não tínhamos opções de músicos pra tentar mudar. Então ficamos parados por 10 anos e conversamo e vimos que era a hora de voltar. Voltamos com a mesma formação e estamos ai ate hoje. Pra nos, pessoalmente é uma marca legal, vamos fazer de tudo pra chegarmos nesses 30 anos intactos.

Rock CE: Recentemente vocês fizeram uma turnê na Europa, como foi?

Juca Garcia: Foi do caralho, foi um grande sonho realizado. Os shows foram insanos, fizemos muitas amizades. Bebemos pra caralho, curtimos, foi tudo que uma banda espera de melhor. Não vemos a hora de voltarmos pra Europa pra mais shows.

Rock CE: Ha casos curiosos, engraçados ou ate mesmo vexatórios que vocês gostariam de compartilhar conosco?

Juca Garcia: Na própria tour da Europa, como a gente ficou 33 dias juntos, rolou uns stresses entre a gente. Demos uns vexames nas ruas, coisa de brasileiro doido, mas logo em seguida já tava tudo de boa. Teve um dia que eu chapei la também, caguei na rua e deixei minha cueca numa cidade da Bélgica. Isso eu jamais vou me esquecer... [risos]

Rock CE: E sobre o "Hellyday", como tem sido a aceitação do álbum, o que tem achado da recepção a ele tanto por parte dos fãs como da mídia especializada?

Juca Garcia: A aceitação foi muito boa. Ganhamos varias notas 10 de sites especializados e revistas. O nosso publico e aqueles que compraram e não conheciam, todos gostaram muito, foi um álbum feito com muita garra e tempo, fizemos os sons e a capa como a gente queira. Ai o resultado não poderia ser diferente.

Rock CE: E sobre a cena nordestina, em especial a cearense. Existe alguma banda do Ceará que vocês conheçam e curtam ou ate mesmo tenha tido alguma influencia no som de vocês.

Juca Garcia: Cara conheço algumas bandas do Nordeste, como HEADHUNTER DC que acho uma das mais fudidas de death do Brasil, MEGAHERTZ já tocamos muito tempo atrás... MYSTFIER... mas daí do Ceará não me lembro no momento de alguma que eu conheça.

Rock CE: Amigos, obrigado pela oportunidade. Eu gostaria que vocês deixassem sua mensagem convidando os headbangers de Fortaleza para o seu show.

Juca Garcia: Obrigado mais uma vez pela oportunidade, e quero aproveitar e convidar a todos os bangers do Ceará pra esse show que vamos fazer ao lado do MADDOG e das bandas locais. Será insano poder tocar aí pra vocês e mostrar nosso real thrash!!!!!




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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