Resgate: entrevista para o jornal Diário do Sudoeste
Por Jefferson Guedes Giammelaro
Fonte: Diario do Sudoeste
Postado em 17 de novembro de 2014
A banda RESGATE recentemente se apresentou em Pato Branco no Paraná e a passagem da banda por lá rendeu uma entrevista para o jornal local "Diário do Sudoeste", confira abaixa trechos da entrevista:
Na estrada desde 1991, a banda Resgate — que faz composições gospel — fala de Deus, mas não abre mão do autêntico rock n’ roll. Nos últimos tempos mesclou outras tendências, como baladas, canções românticas, louvor e adoração, além de estilos alternativos. Já são 13 CDs lançados. Numa conversa com o Diário do Sudoeste, o guitarrista Hamilton Gomes falou sobre os rumos da banda, novos trabalhos, composições, público e influência de novas tecnologias. Acompanhe a entrevista.
No terceiro dia de Expopato, quando a banda Resgate ocupou o palco principal, a CCO contabilizou um público de 9.421 pessoas (Foto: Helmuth Kühl)
Diário do Sudoeste – A banda está há 25 anos no mercado como uma banda de rock cristão, qual é o segredo para se manter em alta e cativando o público?
Hamilton Gomes - Creio que qualquer artista deve estar sintonizado com o que acontece ao seu redor, por isso estamos sempre em busca daquilo que pode ser inserido em nossa música com a finalidade de atualizá-la. Tudo isso deve ser feito, em nosso caso, sem sairmos da proposta inicial, que em é fazer rock n´ roll. Além disso, tentamos falar do evangelho e das coisas da vida de uma maneira pouco usual, com humor e inteligência. Acho que isso nos ajuda manter o público ligado em nosso trabalho.
Diário do Sudoeste – Desde o lançamento do primeiro trabalho são 13 CDs e 3 DVDs lançados. Como a banda encara e quais são os caminhos de produção de novos trabalhos?
Nossa produtividade aumentou nos últimos anos, desde 2010 estamos trabalhando com a Sony Music e lançamos um trabalho a cada ano, e isso é muito bom. Sinal que temos muito a falar, e espero que isso continue. Sempre temos ideias novas para letras, riffs de guitarra e melodias, assim o repertorio continuará crescendo.
Diário do Sudoeste – Hoje muitas bandas novas surgem no mercado. Como o Resgate consegue se posicionar diante desses desafios?
Temos uma história construída nesses anos de caminhada e isso facilita as coisas. Novos talentos sempre são bem vindos e é importante lembrar aquilo que o Apóstolo Paulo nos disse: importa que o evangelho seja pregado. Afinal de contas, é isso que fazemos.
Diário do Sudoeste – Uma das características do Resgate é a criatividade e a qualidade de suas composições. Como surgem estas músicas?
Nosso método de composição mudou nos últimos anos. No início o Zé Bruno compunha a maioria das músicas, algumas em parceria comigo. Hoje ele ainda é o responsável por muitas músicas, mas temos feito muita coisa juntos. Iniciamos o processo, na maioria das vezes, com um riff de guitarra, uma levada de bateria ou mesmo uma melodia. Depois nos juntamos e as coisas começam a tomar forma. Por fim vem a letra, e também trabalhamos isso juntos.
Diário do Sudoeste – Cada vez mais a sociedade está presente nas redes sociais. Como vocês, que começaram a carreira nos tempos do vinil, lidam com estas transformações, e o que estas novidades alteraram na forma de trabalho?
Bem, a modernidade pode ser um ótimo instrumento nas mãos de quem se adapta a ela, é isso que temos feito. Hoje é mais fácil gravar um CD do que na época que iniciamos nossa caminhada. Temos nosso home estúdio, utilizamos a internet para divulgar nosso trabalho nas mídias sociais, distribuir nossas músicas e tudo isso. Lutamos contra a pirataria, como todo mundo, mas nos beneficiamos, demais, do que a tecnologia também nos oferece.
Diário do Sudoeste – Embora o carro chefe seja o rock n’roll, a banda mesclou outras tendências nos últimos tempos. Isso é sinal de uma mudança, uma repaginada, ou era um pedido que vinha do público?
Seguimos a música que está em nosso coração, mas não podemos nos fechar em uma bolha do tempo e deixar de acompanhar o que está acontecendo ao nosso redor. Em nosso caso, já passamos pelo hard rock, rock n’roll, acústico, e outras coisas, mas sempre caminhamos dentro do que o rock nos proporciona. Não vejo uma influência direta do público nesse aspecto, porque nossa música deve agradar primeiro a nós mesmos. Quando outras pessoas gostam também, fica melhor ainda.
Diário do Sudoeste – As composições do Regate falam do amor de Deus através do rock. Por conta do estilo, o público é mais jovem, adulto ou reúne todas as idades?
Hoje temos um público muito diversificado, desde os mais velhos até jovens que nos conhecem pela internet e começam a acompanhar nosso trabalho. O mais legal é a situação, bem comum por sinal, de filhos que aprendem a gostar da gente por influência dos pais. Isso é muito legal.
Diário do Sudoeste – O último trabalho foi lançado pela Sony Music em Julho deste ano, há previsão de um novo trabalho? O que o público do Resgate pode esperar?
Bem, estamos comemorando 25 anos e nos dias 19 e 20 de Outubro passado, gravamos um DVD/CD que está em fase de pós-produção e deve ser lançado no início de 2015. Foi um show muito bonito, passamos por músicas de todos os nossos CDs, com versões acústicas, elétricas e ainda a participação de uma linda orquestra. É só aguardar.
Confira a resenha do primeiro dia de gravações para o DVD:
Diário do Sudoeste – Quais são os planos da banda para o futuro?
Continuar tocando. Mediante a vida, aprendemos a não ter muito que planejar. Gostamos muito de tocar, gravar, compor e tudo isso, então o que queremos e planejamos é somente isso. Deus nos deu uma caminhada muito especial, onde fazemos amigos, temos experiências profundas e tudo isso é fascinante. Se continuar assim, está bom demais (risos).
Membros da banda:
Zé Bruno - vocalista, guitarrista
Hamilton Gomes - guitarrista, vocal de apoio
Marcelo Bassa - baixista.
Jorge Bruno - baterista
Confira a matéria completa no site:
http://www.diariodosudoeste.com.br/noticias/pato-branco/10,72018,12,11,rock-nrsquoroll-celestial.shtml
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